Banco Mundial: Projetos promovem agricultura familiar entre a população rural do Brasil 

 Um desses projetos é o programa SC Rural, em Santa Catarina, que atenderá 20 mil famílias até 2016 e certificará 700 fazendas da agricultura familiar como livres de doenças que prejudicam a qualidade da carne e do leite.

 Fábrica de queijos em Santa Catarina. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

Fábrica de queijos em Santa Catarina. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

No sul do Brasil. queijos, salames, doces e outras delícias feitas pelos descendentes dos imigrantes alemães e italianos são muito populares. Quando esses produtos cruzam as estradas dessa região, no entanto, placas na entrada de várias cidades informam sobre a proibição de vender alimentos que não tenham o selo da inspeção sanitária.

Segundo normas, o pequeno agricultor que vende um queijo artesanal deve cumprir com os mesmos requisitos sanitários que uma grande empresa produtora de laticínios.

O Banco Mundial, junto a outras instituições, leva recursos e treinamento à população rural. Um desses projetos é o programa SC Rural, em Santa Catarina, uma parceria com o governo do estado que atenderá 20 mil famílias até 2016 e certificará 700 fazendas da agricultura familiar como livres de brucelose e tuberculose doenças que prejudicam a qualidade da carne e do leite.

“É importante o controle sanitário ser forte e para todos, porque garante que a comida não causará doenças, e o alimento brasileiro é em geral bastante seguro”, destaca o economista do Banco Mundial, Diego Aria.

O queijeiro Laércio Bollis, 48 anos, um dos beneficiados por esse trabalho, conhece bem o esforço necessário para regularizar a produção. Com o apoio do programa e de outras iniciativas de suporte à agricultura familiar, ele conseguiu reformar a fábrica e comprar o maquinário para ajustar a produção às normas sanitárias. E estava feliz com a possibilidade de dobrar a produção, que até o fim do ano passado era de 5 toneladas por mês.

“Hoje acho ruim quem vende o queijo sem rótulo, sem nada. Se alguém passa mal comendo alguma coisa, quem fabrica tem de ser responsabilizado”, disse o produtor.