Banco Mundial e governo de São Paulo apoiam iniciativa quilombola de conservação da mata atlântica

Há dois anos, os moradores começaram a cultivar 18 espécies de plantas na comunidade, gerando renda e ajudando a preservar o bioma, um dos mais devastadas do Brasil.

A produtora rural Ana Maria Marinho mostra uma das mudas da iniciativa de cultivo na comunidade. Foto: reprodução

A produtora rural Ana Maria Marinho mostra uma das mudas da iniciativa de cultivo na comunidade. Foto: reprodução

Uma imensa reserva de mata atlântica esconde um conjunto de comunidades em Nhunguara onde o tempo praticamente parou a apenas 240 quilômetros de São Paulo. Desde 1700, ex-escravos e seus descendentes moram em isolamento quase total, sem dinheiro nem estradas, vivendo da agricultura em pequena escala.

Há dois anos, no entanto, os moradores começaram a cultivar 18 espécies, metade delas nativas e metade exóticas, no viveiro construído com apoio do programa Microbacias, uma parceria do Banco Mundial com o governo de São Paulo. A iniciativa também permitiu ao grupo erguer uma composteira, para evitar o uso de adubos químicos, e a se estruturar para comercializar cada vez mais mudas. A atividade permite ainda ajudar a preservar o bioma, um dos mais devastados do Brasil.

“Ainda não vendemos muito. No último ano, plantamos 25 mil mudas. As vendas renderam 1 mil reais para cada uma das 11 pessoas do grupo e ainda reinvestimos na compra de sementes. Espero que no futuro possamos melhorar, pois temos mais noções de administração para fazer tudo”, conta a produtora rural Ana Maria Marinho, 58 anos.

Atualmente, os quilombolas vendem apenas para outros agricultores familiares e não têm uma clientela fixa. Por isso, o grupo se associou a outros donos de viveiros para obter o Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM). O documento lhes permitirá finalmente vender as plantas para pessoas físicas e empresas.

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