Banco Mundial destaca redução da desigualdade salarial na América Latina e no Caribe

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Um relatório lançado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (14) em Washington, nos Estados Unidos, destaca a redução da desigualdade salarial na América Latina e no Caribe a partir do início dos anos 2000.

Segundo o documento, mesmo a desaceleração econômica entre 2012 e 2016 não significou perda dos avanços na questão salarial da região latino-americana e caribenha.

Desigualdade salarial no Brasil foi analisada por estudo do Banco Mundial. Foto: EBC

Desigualdade salarial no Brasil foi analisada por estudo do Banco Mundial. Foto: EBC

Um relatório lançado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (14) em Washington, nos Estados Unidos, destaca a redução da desigualdade salarial na América Latina e no Caribe a partir do início dos anos 2000.

Entre 2002 e 2013, houve queda de seis pontos no coeficiente de Gini, motivada pelo bom crescimento econômico, devido à alta do preço das matérias-primas, e pela melhoria no acesso à educação.

Segundo o documento, a região conseguiu esses avanços enquanto o resto do mundo lutava contra o aumento da desigualdade.

O estudo contempla 17 países da região e analisa dois deles em profundidade: o Brasil, onde as diferenças salariais diminuíram; e a Costa Rica, o único local onde elas se ampliaram.

No Brasil, os aumentos no salário mínimo e no emprego formal também contribuíram para esse progresso no começo dos anos 2000. A economista portuguesa Joana Silva, coautora do relatório, afirma que o principal motivo que fez a desigualdade salarial diminuir foi a forte expansão dos salários dos trabalhadores menos qualificados.

“Em todos os países, o aumento dos salários dos trabalhadores menos qualificados na primeira década dos anos 2000 foi superior ao aumento dos salários dos trabalhadores qualificados e isso reduziu o gap (distância) entre eles.”

Depois de a América Latina e o Caribe mostrarem que era possível crescer com equidade, a região sofreu com uma desaceleração econômica entre 2012 e 2016. Mas, segundo os autores, isso não significa que foram perdidos todos os avanços feitos na questão salarial.

Contexto

Agora que a região volta a crescer lentamente, o documento recomenda investir em políticas para melhorar a qualidade da educação, a produtividade e a competitividade.

“No contexto atual, de menor crescimento econômico, a desigualdade continua a cair, mas a um ritmo mais lento. E progresso adicional vai exigir, agora, mais trabalho”, disse Joana Silva.

Finalmente, como já apontaram outros estudos do Banco Mundial sobre América Latina e Caribe, o relatório enfatiza a necessidade buscar fontes de crescimento econômico para além das matérias-primas.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em espanhol).

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).


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