Banco Mundial apoiará 100 países em desenvolvimento a enfrentar pandemia de coronavírus

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, anunciou na sexta-feira (17) que, até o fim de abril, a instituição terá implementado 100 novos programas de apoio emergencial aos países em desenvolvimento diante da pandemia de COVID-19.

O Banco Mundial liberará US$ 160 bilhões de dólares nos próximos 15 meses para ajudar os países a se recuperarem da pandemia. Foto: MSC shipping.

O Banco Mundial liberará US$ 160 bilhões de dólares nos próximos 15 meses para ajudar os países a se recuperarem da pandemia. Foto: MSC shipping.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, anunciou na sexta-feira (17) que, até o fim de abril, a instituição terá implementado 100 novos programas de apoio emergencial aos países em desenvolvimento diante da pandemia de coronavírus.

Sessenta e quatro deles já estão em curso: um em Cabo Verde, um em São Tomé e Príncipe e quatro na América Latina e Caribe.

O anúncio foi feito no último dia dos encontros de primavera entre o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que se realizaram de forma virtual ao longo da semana.

O Banco Mundial liberará 160 bilhões de dólares nos próximos 15 meses para ajudar os países a se recuperarem da pandemia. Desse total, 50 bilhões de dólares virão da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA), que fornece doações ou empréstimos facilitados para as economias mais pobres do mundo.

David Malpass lembrou que esses mesmos países terão, a partir de 1º de maio, suspensão temporária do pagamento das dívidas com os credores do G20, ou seja, as maiores economias do planeta.

A decisão foi tomada na última quarta-feira, na reunião do grupo, e valerá até o fim do ano, trazendo alívio para países que vêm sentindo mais fortemente os impactos da crise.

O presidente do Banco Mundial celebrou essa medida e defendeu maior transparência no processo de endividamento dos países.

Será preciso fortalecer os sistemas de monitoramento e avaliação, por exemplo, a fim de assegurar que os governos usem esse espaço financeiro para investir melhor em saúde e educação.

Segundo Malpass, os países que forem mais transparentes se tornarão mais atrativos a investimentos internacionais, inclusive do setor privado.

Finalmente, o presidente do Banco Mundial enfatizou a necessidade de sistemas de proteção social para trabalhadores dos setores em crise, como é o caso das pequenas e médias empresas e do setor de turismo.

Os países precisarão, entre outros desafios, criar condições para que esses profissionais consigam ser realocados em outros que ofereçam melhores oportunidades.