Banco Mundial anuncia financiamento recorde de US$ 57 bilhões para África Subsaariana

Verba do Banco Mundial será usada em projetos de infraestrutura e saneamento na África Subsaariana. Na imagem, moradoras de região do Moçambique próxima ao rio Incomati. Foto: Banco Mundial/John Hogg

Após reunião com ministros das Finanças e dirigentes de bancos centrais do G20, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou na semana passada (19) um valor recorde de 57 bilhões de dólares em financiamento para os países da África Subsaariana. Soma será usada em projetos de desenvolvimento pelos próximos três anos fiscais.

Os resultados esperados incluem o fornecimento de serviços essenciais de saúde e nutrição para até 400 milhões de pessoas. Também estão previstos projetos para garantir o acesso a fontes de água adequada ao consumo humano para até 45 milhões de indivíduos.

A maior parte do financiamento — 45 bilhões de dólares — será proveniente da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), o fundo do Grupo Banco Mundial para as nações mais pobres do mundo.

O montante para a África Subsaariana incluirá ainda uma estimativa de 8 bilhões de dólares em investimentos provenientes do setor privado. Dinheiro virá da Corporação Financeira Internacional (IFC), uma divisão também associada ao grupo financeiro. Outros 4 bilhões virão do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), uma divisão não concessionária do setor público.

A ampliação do orçamento para a África Subsaariana será feita com base nas experiências bem-sucedidas e nas necessidades de 448 projetos em andamento por todo o continente africano.

Este financiamento ajudará os países africanos
a continuarem a crescer, a criar oportunidades
para os seus cidadãos e a reforçar a capacidade
de resistência à choques e crises.

“Isso representa uma oportunidade sem precedentes para mudar a trajetória de desenvolvimento dos países da região”, afirmou Yong Kim. “Com este compromisso, vamos trabalhar com os nossos clientes para expandir substancialmente programas em educação, serviços básicos de saúde, água potável e saneamento, sistemas de agricultura, melhorar o ambiente de negócios e a infraestrutura e ajudar em reformas institucionais.”

O dirigente acrescentou que “este financiamento ajudará os países africanos a continuarem a crescer, a criar oportunidades para os seus cidadãos e a reforçar a capacidade de resistência à choques e crises”.

Em dezembro do ano passado, os parceiros de desenvolvimento acordaram um valor recorde de 75 bilhões de dólares para a IDA, um aumento dramático baseado numa iniciativa inovadora para juntar as contribuições dos doadores para a IDA com os recursos internos do Banco Mundial e com os recursos captados nos mercados de capitais.

Segundo o Grupo Banco Mundial, 60% do financiamento da IDA deve ser destinado à África Subsaariana, onde se localiza mais da metade dos países elegíveis para solicitar fundos à associação. Esse financiamento está disponível para o período conhecido como IDA18, que vai de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2020.

A verba disponibilizada pela entidade do Grupo Banco Mundial também prevê iniciativas voltadas para a igualdade de gênero e para a prevenção de crises causadas por pandemias, mudanças climáticas e movimentos migratórios em massa.