Banco Mundial amplia para US$14 bi ajuda para sustentar economias e proteger empregos

O Banco Mundial e o conselho de administração da Corporação Financeira Internacional (IFC) aprovaram na semana passada um pacote que aumenta para 14 bilhões de dólares o financiamento em regime prioritário para ajudar empresas e países em seus esforços para prevenir, detectar e responder à rápida disseminação da COVID-19.

Uma avaliação inicial sobre impacto da COVID-19 no mundo trabalho global indica que os efeitos serão de grande alcance, levando milhões de pessoas ao desemprego, ao subemprego e à pobreza no trabalho. Foto: pixabay/geralt

Uma avaliação inicial sobre impacto da COVID-19 no mundo trabalho global indica que os efeitos serão de grande alcance, levando milhões de pessoas ao desemprego, ao subemprego e à pobreza no trabalho. Foto: pixabay/geralt

O Banco Mundial e o conselho de administração da Corporação Financeira Internacional (IFC) aprovaram no dia 17 de março um pacote que aumenta para 14 bilhões de dólares o financiamento em regime prioritário para ajudar empresas e países em seus esforços para prevenir, detectar e responder à rápida disseminação da COVID-19.

O pacote fortalecerá os sistemas nacionais de prontidão para a saúde pública, inclusive para contenção, diagnóstico e tratamento de doenças, e apoiar o setor privado.

A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, aumentará sua disponibilidade de financiamento relacionado à COVID-19 para 8 bilhões de dólares, como parte do pacote de 14 bilhões de dólares, acima dos 6 bilhões de dólares previstos anteriormente, para apoiar empresas privadas e seus funcionários afetados pela crise econômica causada pela disseminação da COVID-19.

A maior parte do financiamento da IFC será destinada às instituições financeiras clientes, para permitir que continuem oferecendo subsídio comercial, apoio ao capital de giro e financiamento a médio prazo a empresas privadas que enfrentam interrupções nas cadeias de suprimentos.

A resposta da IFC também ajudará os clientes nos setores econômicos diretamente afetados pela pandemia – como turismo e manufatura – a continuar pagando suas contas. O pacote beneficiará os setores envolvidos na resposta à pandemia, incluindo saúde e indústrias relacionadas, que enfrentam aumento da demanda por serviços, equipamentos médicos e produtos farmacêuticos.

“É essencial que reduzamos o tempo até a recuperação. Este pacote fornece apoio urgente às empresas e seus trabalhadores para reduzir o impacto financeiro e econômico da disseminação da COVID-19 ”, disse David Malpass, presidente do Grupo Banco Mundial.

“O Banco Mundial está comprometido com uma resposta rápida e flexível com base nas necessidades dos países em desenvolvimento. As operações de suporte já estão em andamento e as ferramentas de financiamento expandidas aprovadas ajudarão a sustentar economias, empresas e empregos.”

Os 2 bilhões de dólares adicionais se baseiam no anúncio do pacote de resposta original em 3 de março, que incluiu 6 bilhões de dólares em financiamento pelo Banco Mundial para fortalecer os sistemas de saúde e controle de doenças e 6 bilhões de dólares da IFC para ajudar a fornecer um recurso para micro, pequenas e médias empresas, mais vulneráveis a impactos econômicos.

“Essa pandemia não está apenas custando vidas, mas seu impacto nas economias e nos padrões de vida provavelmente ultrapassará a fase de emergência em saúde. Ao garantir que nossos clientes mantenham suas operações durante esse período, esperamos que o setor privado nos países em desenvolvimento esteja mais bem equipado para ajudar as economias a se recuperarem mais rapidamente”, disse Philippe Le Houérou, CEO da IFC.

“Por sua vez, isso ajudará grupos vulneráveis a recuperar de forma acelerada seus meios de subsistência e a continuar investindo no futuro”, concluiu.

Tendo se mobilizado rapidamente na época da crise financeira global de 2008 e da epidemia do vírus ebola na África Ocidental, a IFC tem um histórico de sucesso na implementação de iniciativas de resposta para lidar com crises globais e regionais que dificultam a atividade do setor privado e o crescimento econômico nos países em desenvolvimento.

A resposta da IFC possui quatro componentes:

2 bilhões de dólares do Mecanismo de Resposta a Crises no Setor Real, que apoiará os clientes existentes nos setores de infraestrutura, manufatura, agricultura e serviços vulneráveis à pandemia. A IFC oferecerá empréstimos a empresas em necessidade e, se preciso, fará investimentos de capital. Este instrumento também ajudará as empresas do setor de saúde que estão vendo um aumento na demanda.

2 bilhões de dólares do atual Programa Global de Financiamento ao Comércio, que cobrirá os riscos de pagamento das instituições financeiras para que possam fornecer financiamento às empresas que importam e exportam mercadorias. A IFC espera que isso ofereça suporte às pequenas e médias empresas envolvidas nas cadeias de suprimentos globais.

2 bilhões de dólares do programa de Soluções para o Capital de Giro, que fornecerá financiamento aos bancos de mercados emergentes para conceder crédito para ajudar as empresas a aumentar seu capital de giro, o conjunto de fundos que as empresas usam para pagar suas contas e remunerar os trabalhadores.

Um novo componente iniciado a pedido dos clientes e aprovado em 17 de março: 2 bilhões de dólares do Programa Global de Liquidez do Comércio, e o Programa de Financiamento de Commodities Críticas, os quais oferecem suporte de compartilhamento de risco aos bancos locais para que possam continuar financiando empresas em mercados emergentes.

A IFC já está trabalhando para implantar sua resposta de financiamento. Por exemplo, recentemente expandiu os limites de financiamento comercial para quatro bancos no Vietnã em 294 milhões de dólares, para que eles possam continuar emprestando a empresas em necessidade, especialmente pequenas e médias.

A corporação afirmou que manterá seus padrões de responsabilidade, tendo em mente a necessidade de fornecer suporte às empresas o mais rápido possível. A administração da IFC aprovará projetos com base em critérios de crédito, governança ambiental e parâmetros de conformidade, como aplicado em respostas a crises anteriores.