Banco Central lança moeda comemorativa de Olinda (PE)

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A segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982, Olinda (PE), foi escolhida para ser a sétima homenageada pela série de moedas comemorativas Patrimônios da Humanidade no Brasil, do Banco Central.

Igreja do Carmo de Olinda (PE). Foto: Wikimedia Commons

Igreja do Carmo de Olinda (PE). Foto: Wikimedia Commons

A segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982, Olinda (PE), foi escolhida para ser a sétima homenageada pela série de moedas comemorativas Patrimônios da Humanidade no Brasil, do Banco Central.

O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade pernambucana também é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN) desde 1968. O lançamento da moeda ocorreu nesta sexta-feira (25), na prefeitura da cidade.

A série de moedas Patrimônios da Humanidade no Brasil teve início em 2010, ano do cinquentenário de Brasília, quando o Banco Central lançou a moeda comemorativa da capital federal. Em sequência foram lançadas, anualmente, as moedas de Ouro Preto (MG), Cidade de Goiás (GO), Diamantina (MG), São Luís (MA) e Salvador (BA).

Com padrão da moeda de real, as peças são cunhadas em metal nobre, com a sofisticada tecnologia “proof” — tratamento dado aos cunhos e aos discos que são polidos até que suas superfícies obtenham o brilho de espelho, e aos relevos que levam jatos de areia para ficarem foscos.

Esse processo resulta em um profundo contraste, o que faz as gravuras terem uma excelente qualidade e torna as moedas obras de arte brasileiras. Por meio de sua equipe técnica, a UNESCO no Brasil colabora com o Banco Central na pesquisa para o desenvolvimento das moedas comemorativas da série.

As moedas são vendidas pelo site do Banco do Brasil, mas a tiragem é rigorosamente limitada. Elas são protegidas por uma cápsula transparente, para melhor conservação do brilho. O edital do Banco Central do Brasil acompanha as moedas, garantindo-lhes as características descritas.

A cidade homenageada

Olinda é vizinha a capital de Pernambuco, Recife. Sítio inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, a cidade destaca-se pelo equilíbrio harmonioso entre construções, jardins, 20 igrejas barrocas, conventos e numerosos pequenos passos (capelas).

Seu centro histórico abrange uma área de 1,2 quilômetros quadrados e os seus 1,5 mil imóveis têm diferentes estilos arquitetônicos: edifícios coloniais do século 16 harmonizam-se às fachadas de azulejos dos séculos 18 e 19 e às obras neoclássicas e ecléticas do início do século 20.

As características essenciais do centro histórico estão expressas na forma e concepção do sítio, nos materiais empregados em suas edificações, na manutenção do uso residencial predominante na cidade e na maneira de morar de seus habitantes, ao longo dos séculos, além do artesanato e tradições imbricadas entre o sagrado e o profano.

Essas características são atestadas no mais antigo documento existente sobre Olinda, a Carta do Foral que registra o primeiro plano diretor da cidade, e pela cartografia holandesa e gravuras de Frans Post (século 17).

O seu informal e sinuoso traçado urbano é característico dos povoados portugueses de origem medieval, com encanto intensificado pela paisagem e localização. A riqueza de igrejas e conventos barrocos, como a Igreja da Sé (1537), somam-se ao casario singelo com quintais arborizados por espécies frutíferas trazidas pelos colonizadores, fachadas de azulejos e balcões de treliça, os muxarabis. Casas e muros definem as ruas tortuosas e ladeiras íngremes.

Uma das mais antigas cidades do Brasil, Olinda também é caracterizada por espaços exíguos, reservados aos largos e praças que, definidas pelos edifícios religiosos, são responsáveis em grande parte pela estruturação da malha urbana.


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