Ban pede que países ratifiquem Tratado de Proibição de Testes Nucleares

No Dia Internacional contra Testes Nucleares, o secretário-geral da ONU pediu que os países assinem o Tratado de Proibição de Testes Nucleares. Foto: ONU

No Dia Internacional contra Testes Nucleares, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que os países assinem o Tratado de Proibição de Testes Nucleares, documento aprovado há 20 anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, mas que ainda não entrou em vigor.

“Devido aos riscos catastróficos impostos pelas armas nucleares para nossa segurança coletiva e ambiental — mesmo para a nossa própria existência — devemos resolver este impasse”, disse Ban em comunicado.

Ban pediu que os Estados-membros “ajam agora”. “Os Estados cuja ratificação é necessária para fazer o tratado entrar em vigor não devem esperar que outros o façam. Mesmo uma ratificação pode atuar como um impulsionador”, disse.

Neste dia, eu apelo a todos os países e povos a trabalhar para entrada do tratado em vigor o mais rápido possível para que possamos avançar para um mundo livre de armas nucleares.

Ban lembrou que a data marca um quarto de século desde o fechamento do sítio de Semipalatinsk, no Cazaquistão, local em que ocorreram mais de 450 testes nucleares. “As vítimas de lá estão unidas a outras espalhadas por toda a Ásia Central, Norte de África, América do Norte e Sul do Pacífico”, declarou Ban.

“A proibição de todos os testes nucleares acabará com este legado venenoso. Irá impulsionar outras medidas multilaterais de desarmamento, mostrando que a cooperação é possível, e vai construir a confiança para outras medidas de segurança regional, incluindo Oriente Médio livre de armas nucleares e todas as outras armas de destruição em massa”, disse o secretário-geral.

Desde sua adoção pela Assembleia Geral há 20 anos, o tratado ainda não entrou em vigor porque precisa ser ratificado por nove países com arsenais nucleares: China, Coreia do Norte, Egito, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Irã, Israel e Paquistão.

O Brasil firmou o acordo em setembro de 1996, e o Congresso ratificou o tratado em julho de 1998.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Mogens Lykketoft, disse que o tratado precisa ser visto como “uma importante ferramenta para atingir um mundo livre de armas nucleares”.

Lykketoft também notou que a moratória para os testes nucleares teve impacto positivo no ambiente de segurança internacional, e lembrou a necessidade de esforços sistemáticos e continuados para a redução das armas nucleares globalmente e para atingir o objetivo de um desarmamento geral e completo sob controle internacional estrito e efetivo.