Ban pede mecanismos mais eficazes para evitar atrocidades

Em encontro da Assembleia Geral, o Secretário-Geral da ONU disse que é preciso aperfeiçoar as ferramentas para prevenção e proteção contra crimes.

Participando do Diálogo Interativo da Assembleia Geral sobre a Responsabilidade de Proteger, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (12/07) que é preciso aperfeiçoar as ferramentas para prevenção e proteção contra crimes, desenvolvendo um mecanismo para a aplicação da responsabilidade global de proteger.

Durante o evento, que acontece na sede da ONU em Nova York, Ban pediu um esforço internacional para desenvolver um mecanismo para a aplicação do princípio da responsabilidade global para proteger a assegurar que este século se torne o primeiro cuja história não seja “escrita com o sangue de inocentes.”

Ban agradeceu as contribuições de organizações regionais e sub-regionais, bem como da sociedade civil, para implementar a estratégia da responsabilidade de proteger. “Todos os dias, trabalhamos para a prevenção de conflitos, e pela manutenção e construção da paz. Nós compartilhamos compromissos permanentes com os direitos humanos e com o Estado de Direito. Os resultados têm sido impressionantes. Agora, podemos fazer o mesmo para a prevenção contra atrocidades”, afirmou.

O Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, reforçou a fala do Secretário-Geral, afirmando que é preciso promover a cooperação através do fortalecimento das capacidades regionais para prevenção e ação, e identificar as políticas efetivas para implementar a responsabilidade de proteger.

“Se quisermos que a ONU permaneça no centro da governança global para prevenção e proteção das violações mais graves do direito internacional (…) devemos afirmar nossa responsabilidade de proteger”, completou Deiss.

O princípio da “Responsabilidade de Proteger” foi definido por líderes mundiais em 2005, e estabelece os Estados como sendo responsáveis por proteger sua população de crimes contra a humanidade como genocídio e limpeza étnica. Este princípio também garante o poder de intervenção à comunidade internacional caso estas obrigações não sejam cumpridas pelos governos.