Ban pede mais recursos para financiar combate às mudanças climáticas

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Enquanto a conferência da ONU para o clima (COP22) continuou seus trabalhos nesta quarta-feira (16) em Marrakesh, no Marrocos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu durante a reunião mais esforços para mobilizar recursos de combate às mudanças climáticas, especialmente destinados a apoiar países em desenvolvimento.

Mudanças climáticas afetam comunidades montanhosas do Tajiquistão. Em julho de 2015, o aumento anormal de temperaturas provocou derretimento glacial e intensas enchentes no vilarejo de Barsem, que desapareceu. Foto: OCHA/M. Sadvakassova

Mudanças climáticas afetam comunidades montanhosas do Tajiquistão. Em julho de 2015, o aumento anormal de temperaturas provocou derretimento glacial e intensas enchentes no vilarejo de Barsem, que desapareceu. Foto: OCHA/M. Sadvakassova

Enquanto a conferência da ONU para o clima (COP22) continuou seus trabalhos nesta quarta-feira (16) em Marrakesh, no Marrocos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu durante a reunião mais esforços para mobilizar recursos para combater as mudanças climáticas, especialmente para apoiar países em desenvolvimento.

“Recursos e investimentos são a chave para atingirmos sociedades resilientes de baixa emissão”, disse Ban em declarações lidas por seu assessor especial para as mudanças climáticas, Bob Orr, em um diálogo ministerial sobre financiamento para o clima na 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP22).

O chefe da ONU disse que um dos principais objetivos do Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro, é “tornar todos os fluxos financeiros consistentes com um caminho de desenvolvimento de baixa emissão e resiliente ao clima”. Ele afirmou que houve progressos, particularmente em energias renováveis.

Na conferência anterior, de dezembro do ano passado, 196 países da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) adotaram o pacto denominado em homenagem à cidade na qual foi aprovado. O acordo pretende fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas mantendo o avanço da temperatura global neste século bem abaixo dos 2 graus Celsius, limitando-o a 1,5 grau.

O acordo entrou em vigor às vésperas da COP22, que ocorre desde 7 de novembro. Antes da reunião final no sábado (18), as partes esperam definir as regras de implementação do Acordo de Paris e estabelecer um plano viável de apoio financeiro aos países em desenvolvimento para ações climáticas.

“Investiremos 90 trilhões de dólares em infraestrutura global nos próximos 50 anos. Não custará muito mais garantir que essa infraestrutura construa a economia resiliente de baixa emissão prevista no Acordo de Paris”, disse o chefe da ONU.

O secretário-geral lembrou que em Paris, governos reafirmaram coletivamente sua intenção de mobilizar 100 bilhões de dólares por ano até 2020, e continuar os financiamentos até 2025 para apoiar a ação pelo clima nos países em desenvolvimento. “Esse objetivo pode ser alcançado — se continuarmos focados”, disse.

Em declarações lidas pela vice-presidente de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial, Laura Tuck, o presidente da instituição, Jim Yong Kim, disse que a organização está fazendo o melhor para “tentar mobilizar o máximo de financiamento possível”.

“Não é só tentar persuadir doadores e financiadores a colocar mais dinheiro, apesar de estarmos tentando fazer isso, mas também é sobre criar um ambiente que multiplique os financiamentos. Mesmo se tivermos os 100 bilhões de dólares dos quais falamos, não é nem de perto suficiente para atingir nossos objetivos”, acrescentou.

Para o Banco Mundial, a outra prioridade é tornar o setor financeiro mais verde. “Estamos tentando encontrar formas de melhorar o jeito com o qual o setor bancário entende e considera os riscos dos investimentos inteligentes no clima”, disse Kim.


Comente

comentários