Ban Ki-moon pede que Israel respeite direitos de prisioneiros palestinos em greve de fome

Mais de mil detentos estão sem comer desde 17 de abril para protestar contra detenções arbitrárias, más condições no cárcere e procedimentos injustos.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou na quarta-feira (09/05) a importância de se evitar uma deterioração das condições dos prisioneiros em greve de fome sob custódia israelense. E lembrou que esses prisioneiros devem ter seus direitos judiciais garantidos.

Ban “reiterou que os detidos devem ser acusados e enfrentar julgamento com garantias judicias ou liberados imediatamente”, afirmou o Porta-Voz do Secretário-Geral, Martin Nesirky.

Mais de mil prisioneiros palestinos estão em greve de fome desde 17 de abril – Dia dos Prisioneiros Palestinos – para protestar contra os processos de detenção arbitrária, más condições das prisões e procedimentos injustos de prisão, de acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

O Comissário-Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Filippo Grandi, observa que as demandas dos prisioneiros palestinos em greve de fome estão relacionadas a direitos básicos dos presos, tal como estipulado nas Convenções de Genebra.

Há casos que geram maior preocupação. O Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, afirma estar profundamente perturbado com os relatos da situação de dois palestinos que estariam em greve de fome há dois mês.