Ban Ki-moon pede mais empenho na busca pela paz na República Democrática do Congo

Profundamente preocupado com segurança e situação humanitária, Secretário-Geral da ONU cita violações de direitos humanos e pede diálogo continuado de alto nível.

Pessoas deslocadas se abrigam em uma escola na cidade Bunagana, North Kivu, leste da República Democrática do Congo. Foto: IRIN / Siegfried ModolaO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou estar profundamente preocupado com a segurança e a situação humanitária no leste da República Democrática do Congo (RDC) e ressaltou a necessidade de um “diálogo continuado e sustentado de alto nível” e de “esforços concentrados” de todos os envolvidos para trazer a paz à região.

Em mensagem à Cúpula da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, realizada na segunda-feira (8) em Campala, Uganda, Ban condenou a violência e as graves violações dos direitos humanos – incluindo o recrutamento de crianças e a violência sexual – cometidas pelos rebeldes do Movimento 23 de Março (M23) e outros grupos armados.

“Mais de 260 mil pessoas foram deslocadas só em Kivu do Norte nos últimos meses, enquanto mais de 60 mil congoleses cruzaram a fronteira para Ruanda e Uganda”, observou.

Ao pedir o “cessar imediato e permanente” de todo apoio aos grupos armados e uma solução pacífica para o conflito, Ban lembrou que para alcançar a paz regional e internacional é “extremamente importante” manter a integridade territorial e a soberania dos Estados membros da ONU.

O Secretário-Geral acrescentou estar aguardando o resultado das discussões sobre a força internacional neutra proposta para ser implementada ao longo da fronteira da RDC com Ruanda, que será informada pelo relatório de avaliação militar da Cúpula.

“Esclarecimentos sobre as modalidades de conceito e operacionais de uma força, bem como a sua coordenação com a MONUSCO serão importantes”, disse Ban, referindo-se à Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo.