Ban Ki-moon pede aos países que não deem as costas para os pobres do mundo

“O apoio financeiro frequentemente vem com amarras. Tais condições podem adicionar ainda mais obstáculos àqueles já enfrentados pelos países, especialmente em tempos de crise”.

Secretário-Geral, Ban Ki-moon Em meio a pressões nos países desenvolvidos para que sejam feitos cortes nos orçamentos destinados à assistência, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon pediu hoje (30/11) que esses países cumpram seus compromissos de ajuda, investindo nos pobres do mundo. Ban alertou que o sucesso só será alcançado se os doadores unirem seus esforços, assegurando que o apoio financeiro seja responsável, flexível e conduzido pelos próprios países atendidos.

Ban Ki-moon participou do 4º Fórum de Alto Nível sobre a Eficácia da Ajuda, iniciado ontem (29/11) em Busan (Coreia do Sul), e afirmou que os governos não devem deixar que a crise econômica global os afastem do apoio aos mais necessitados. “Cortar o opoio financeiro não irá equilibrar seus orçamentos. Mas vai prejudicar os pobres – os mais vulneráveis da família humana”.

Ban Ki-moon disse que a ajuda deve ser vista como um investimento inteligente em segurança e em prosperidade, que cria empregos e expande mercados. No entanto, alertou os países apoiados sobre a responsabilidade pelos recursos recebidos, ressaltando que eles devem definir prioridades de desenvolvimento e estratégias claras para que haja um impacto visível em suas sociedades.

O Secretário-Geral também disse a repórteres que os resultados do Fórum em Busan irão ajudar as discussões na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, que será realizada no Brasil em junho de 2012.