Ban Ki-moon pede a presidente do Irã que restabeleça confiança internacional em programa nuclear

Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu pessoalmente ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad que restabeleça a confiança internacional quanto à natureza pacífica do programa nuclear de seu país, respeitando as resoluções do Conselho de Segurança e da agência de vigilância nuclear das Nações Unidas.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu pessoalmente ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad que restabeleça a confiança internacional quanto à natureza pacífica do programa nuclear de seu país, respeitando as resoluções do Conselho de Segurança e da agência de vigilância nuclear das Nações Unidas.

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, se reuniu com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda (03). Foto: UN/Eskinder Debebe.

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, se reuniu com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda (03). Foto: UN/Eskinder Debebe.

Em uma reunião solicitada por Ahmadinejad, que está em Nova York para participar da Conferência de 2010 para Exame do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), Ban Ki-moon estimulou a retomada das negociações entre o Irã e um grupo de seis países – China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos –, visando a resolução de problemas ao programa iraniano, que alguns países alegam destinar-se a desenvolver armas nucleares.

O Irã argumenta que o programa faz parte da matriz energética nacional e é puramente destinado a fins pacíficos. No entanto, Ban Ki-moon afirmou na abertura do encontro, nesta segunda (03), que cabia ao Irã assumir a iniciativa. “Deixe-me ser claro: a responsabilidade está sobre o Irã em esclarecer dúvidas e preocupações sobre seu programa”. Em resposta, Ahmadinejad afirmou, também na conferência, que não havia prova significativa quanto à alegação de uso do programa para fins bélicos, apenas pacíficos.

A questão tem sido motivo de preocupação internacional desde a descoberta, em 2003, de que o Irã havia escondido atividades nucleares por quase duas décadas, em violação às obrigações decorrentes do TNP. A Agência de Internacional Energia Atômica (AIEA) tem afirmado reiteradamente que não se pode confirmar que todos os materiais nucleares do Irã seriam exclusivamente para atividades pacíficas, pois o país não forneceu a cooperação necessária. Por conta desse alerta, o Conselho aplicou várias rodadas de sanções contra o Irã, incluindo a proibição comercial de todos os itens que possam contribuir para o país enriquecer urânio, passo necessário para os usos pacífico e militarista da energia nuclear, bem como vendas de armas e congelamento de ativos.

Conferência de 2010 para Exame do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) ocorrerá por quase todo o mês de maio, na sede da ONU em Nova York. Foto: UN/Eskinder Debebe.

Conferência de 2010 para Exame do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) ocorrerá por quase todo o mês de maio, na sede da ONU em Nova York. Foto: UN/Eskinder Debebe.

Em outubro de 2009, um projeto de acordo sobre o combustível para uma unidade de pesquisa nuclear civil em Teerã foi apresentado. Nele, urânio pouco enriquecido iraniano seria enviado para o enriquecimento à Rússia e depois para a França, para ser transformado em combustível, mas o Irã tem dito que precisa de mais tempo para responder a proposta. Ban Ki-moon afirmou que o acordo constitui uma oportunidade para restaurar a confiança e apelou a Ahmadinejad que forneça a necessária cooperação.


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