Ban Ki-moon: esporte pode ajudar o desenvolvimento e a paz

“As Olimpíadas provam que os países podem sair do conflito armado para a competição atlética. Os Jogos são uma chance de vermos que somos todos humanos, que todos suamos e lutamos. Podemos ter diferentes bandeiras mas somos apenas uma única família: humanos”, disse o secretário-geral da ONU durante evento no Rio de Janeiro.

Os primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul já fazem história porque também, pela primeira vez, há um time de atletas refugiados. Com estas palavras, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou os convidados do jantar de honra oferecido na quinta-feira (4) pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), no Rio de Janeiro.

“As Olimpíadas provam que os países podem sair do conflito armado para a competição atlética. Os Jogos são uma chance de vermos que somos todos humanos, que todos suamos e lutamos. Podemos ter diferentes bandeiras mas somos apenas uma única família: humanos”, discursou.

Ban Ki-moon agradeceu ao povo e governo brasileiros, em especial aos cidadãos do Rio de Janeiro, pela “calorosa receptividade e cooperação em ajudar a fazer dos Jogos Olímpicos um grande sucesso”.

Ao lembrar do encontro com atletas do Time de Refugiados, ocorrido também na quinta-feira na Vila Olímpica, o secretário-geral disse que a iniciativa do Comitê Olímpico ajuda a promover a conscientização global para o assunto.

Ban Ki-moon também agradeceu ao COI por usar o poder do esporte para o desenvolvimento e a paz.

“Estamos determinados em manter nossos esforços para avançar na paz através do esporte, pedindo o cessar-fogo”, disse ao reafirmar a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que adotou a Trégua Olímpica.

O secretário-geral falou ainda sobre o compromisso dos atletas, que perseguem o sonho de fazer mais do que se pode imaginar. E convocou: “Vamos fazer da Rio 2016 o início de um futuro melhor ao bater recordes de solidariedade global, com a bandeira da Rio 2016: viva com paixão”.

Agradecendo em português, Ban Ki-moon encerrou o discurso propondo um brinde à liderança do COI; ao Brasil, país anfitrião; e ao sucesso dos esforços de promover um mundo mais justo e pacífico por meio dos esportes.