Ban Ki-moon e Kofi Annan condenam nova onda de violência na Síria

Prazo para cessar todas as formas de violência encerra quinta-feira (12/04), às 6h de Damasco. ONU também refuta ataque nas fronteiras com Turquia e Líbano.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Enviado Especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, condenaram no fim de semana (07 e 08/04) a nova onda de violência no país e pediram o fim imediato de todas as ações militares do governo contra a população. Além disso, O Secretário-Geral da ONU conversou nesta segunda-feira (09/04) com o Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu. Ban elogiou o papel prestado pelos países vizinhos, como a Turquia, na crise síria,  e condenou as mortes nas fronteiras da Síria com o país e o Líbano.

De acordo com relatos da mídia, forças sírias abriram fogo na fronteira turca e mataram duas pessoas e, na fronteira com o Líbano, um câmera morreu após ser atingido por uma bala.

“Estou chocado com os recentes relatos da onda de violência e atrocidades em várias cidades e vilas na Síria, o que resultou em níveis alarmantes de vítimas, refugiados e deslocados, em violação às garantias dadas para mim”, ressaltou Kofi Annan, em comunicado.

“À medida em que se aproxima o prazo de terça-feira (10/04), lembro o Governo sírio sobre a necessidade da plena implementação dos seus compromissos e ressalto que a escalada atual da violência é inaceitável”, disse Kofi Annan. “Mais uma vez convoco tanto o Governo como a oposição para que cessem todas as formas de violência, à 6h (de Damasco), nesta quinta-feira (12/04).”

Na segunda-feira (02/04), a Síria disse a Annan que completaria a retirada das tropas até 10 de abril. Para Ban Ki-moon, esta data limite, aprovada pelo Conselho de Segurança (CS), “não é uma desculpa para a continuação dos assassinatos”. O Secretário-Geral acrescentou que isto viola a posição de consenso do CS para uma solução política pacífica, que se iniciaria com a plena implementação da proposta de seis pontos de Kofi Annan.

“As autoridades sírias continuam a ser plenamente responsáveis por essas graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário internacional. Estas têm que acabar imediatamente”, destacou Ban.