Ban Ki-moon condena nova onda de assassinatos de manifestantes na Síria

Segundo o Secretário-Geral da ONU, já são mais de 3 mil vítimas da repressão no país desde o início dos protestos públicos generalizados, há sete meses.

Manifestantes em Homs, Síria.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou-se neste sábado (29/10) sobre os relatos de assassinatos de dezenas de manifestantes na Síria, instando as autoridades governamentais para que cessem imediatamente suas operações militares contra civis e respondam à demanda da população por reformas.

Relatos da mídia indicam que cerca de 40 pessoas foram mortas ontem em Homs e Hama, na região central da Síria, levando o número total de mortos desde o início dos protestos públicos generalizados, há sete meses, para mais de 3 mil pessoas.

Os protestos são parte de um levante pró-democracia em todo o Norte de África e Oriente Médio este ano, que já derrubou regimes de longa data na Tunísia, Egito e Líbia.

Em um comunicado divulgado por seu porta-voz hoje cedo, Ban Ki-moon condenou os recentes assassinatos. “O Secretário-Geral acredita que os apelos do povo sírio por mudanças devem ser respondidos com reformas de longo alcance, e não repressão e violência”.

“Ele apela pelo fim das operações militares contra civis de uma vez por todas e pela libertação de todos os presos políticos e os detidos por sua participação nos protestos populares. Ele enfatiza que a violência é inaceitável e deve parar imediatamente.”

Ban Ki-moon e outros altos funcionários das Nações Unidas, incluindo a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, têm repetidamente expressado preocupação com a resposta do governo sírio aos protestos desde o início do levante.

Há pouco mais de uma semana, Pillay denunciou que atiradores atuando nos telhados e o uso indiscriminado da força contra manifestantes pacíficos – incluindo o uso de munição letal e o bombardeio de bairros residenciais – viraram “ocorrências rotineiras em muitas cidades sírias.”