Autoridades da América Latina e Caribe aprovam plano da CEPAL sobre desenvolvimento integrado

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe concluiu a quarta jornada da reunião bienal mais importante.

Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apresentando o documento para uma mudança estrutural da região. (CEPAL / Mario Pascassio)Autoridades e especialistas destacaram a pertinência, no atual momento da crise econômica global, da proposta de mudança estrutural para a igualdade que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) está oferecendo à região, no marco do seu trigésimo quarto período de sessões, que se realiza desde segunda-feira (27) e encerrou hoje (31) as atividades em El Salvador.

Na quarta jornada da reunião bienal mais importante da CEPAL, a Secretária-Executiva do organismo, Alicia Bárcena, apresentou as principais propostas do último documento institucional denominado Mudança estrutural para a igualdade: Uma visão integrada do desenvolvimento, que traça um caminho concreto para o crescimento com igualdade e sustentabilidade ambiental nos países da América Latina e do Caribe.

“A mudança estrutural virtuosa é uma transformação qualitativa da estrutura produtiva que impulsiona e fortalece setores e atividades mais intensivos em conhecimento e de rápido crescimento da demanda para gerar mais e melhores empregos: a chave mestra para alcançar a igualdade”, explicou Bárcena, durante uma sessão presidida pelo Ministro das Relações Exteriores de El Salvador, Hugo Martínez, onde também participou o Vice-Secretário-Executivo Adjunto da CEPAL, o brasileiro Antonio Prado.

Bárcena expôs no marco de um Seminário de Alto Nível sobre mudança estrutural, onde participaram Ministros das Relações Exteriores, Fazenda, Economia, Comércio, Indústria, Planejamento, Desenvolvimento Social e Meio Ambiente da região, entre outras autoridades que fazem parte das delegações dos 52 Estados membros e associados da CEPAL. Também assistiram funcionários do Sistema das Nações Unidas, acadêmicos e representantes da sociedade civil.

Nas quatro mesas programadas debateram-se temas como a mudança estrutural, a produtividade e o emprego, a dinâmica do ciclo econômico e o crescimento de longo plazo, o aspecto social da mudança estrutural e uma visão integrada de políticas para o desenvolvimento, incluindo a sustentabilidade ambiental.

João Carlos Ferraz, Vice-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES), destacou que a proposta da CEPAL “tem uma forte repercussão nos processos em curso na região e esta repercussão, sob um forte marco analítico, pode ter implicações na política pública com propriedade e não no vazio”. “A CEPAL, hoje, nos oferece uma leitura adequada de nossas forças e debilidades”.