Aumento de tensões étnicas no mundo faz ONU pedir ações para evitar atrocidades em massa

“Reconhecemos os sinais, soamos o alarme, mas os abusos continuam a ser cometidos e populações sofrem as consequências”, afirma o Assessor Especial da ONU sobre a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng.

Assessor Especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng Foto: ONU/Jean-Marc FerréO número de situações em todo o mundo que indicam claramente um risco de atrocidades em massa nunca foi tão alto e exige medidas preventivas urgentes, disse o Assessor Especial da ONU sobre a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, na quinta-feira (28).

“Reconhecemos os sinais, soamos o alarme, mas os abusos continuam a ser cometidos e populações sofrem as consequências”, disse Dieng ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.

Em seu papel como Assessor Especial, Dieng atua para aumentar a conscientização sobre as causas e dinâmicas de genocídio, alertar os locais onde há um risco de genocídio e defender e mobilizar a ação apropriada.

“Hoje, estamos testemunhando um perigoso aumento das tensões étnicas e religiosas em várias regiões e temos visto a violência extrema em países como a República Democrática do Congo, Iraque, Quirguistão, Mali, Mianmar, Paquistão, Sudão e Síria, só para citar alguns”, disse Dieng.

Em uma cúpula de líderes mundiais em 2005, os Estados-Membros adotaram o princípio da responsabilidade de proteger, o qual estabelece a responsabilidade dos países de proteger suas populações do genocídio, dos crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade e exige que a comunidade internacional intervenha se essa obrigação não for cumprida.