Aumenta peso das commodities para economia do Brasil, revela relatório da ONU

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No biênio 2014-2015, as exportações de commodities do Brasil responderam por 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país — taxa 0,9% acima da proporção registrada para o período 2009-2010. Participação de minérios nas exportações de commodities caiu, enquanto peso da agricultura cresceu. É o que revela um novo levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Produção de grãos no Paraná. Foto: ANPr / Jonas Oliveira

Produção de grãos no Paraná. Foto: ANPr / Jonas Oliveira

No biênio 2014-2015, as exportações de commodities do Brasil responderam por 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país — taxa 0,9% acima da proporção registrada para o período 2009-2010. As receitas geradas pela venda de commodities ao exterior passaram de 109,4 bilhões de dólares para 132 bilhões. É o que revela um novo levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O relatório O Estado da Dependência das Commodities – 2016 aponta que a participação das commodities no total de mercadorias exportadas pelo Brasil se manteve estável, a um índice estimado em 63%, entre os dois biênios avaliados. Todavia, o peso de diferentes cadeias produtivas oscilou.

Os itens alimentícios, que representavam 51% das commodities exportadas, chegaram 57% em 2014-2015. Já os minérios, que respondiam por 27% das commodities vendidas pelo Brasil, passaram a representar 23%.

A pesquisa da agência da ONU analisa as economias consideradas dependentes de bens primários. Um país é classificado desta forma pela UNCTAD quando mais de 60% do valor de suas exportações de mercadorias vem da venda de commodities para outras nações.

Para esta edição do relatório, divulgada em outubro de 2017, o organismo das Nações Unidas identificou 135 países que se encaixam nesse perfil. De 2010 a 2015, nove nações entraram para a lista. Os países em desenvolvimento registraram nesse período um crescimento de 25% nas receitas geradas pela venda de commodities, que chegaram a 2,55 trilhões de dólares no biênio 2014-2015.

O Estado brasileiro segue o padrão de 41% dos países avaliados – que foram considerados pela pesquisa como dependentes sobretudo de produtos agrícolas. A UNCTAD lembrou que, em 2015, a agricultura brasileira respondia por 5% do PIB nacional.

Sobre a América Latina e o Caribe, que tiveram 17 países inseridos no levantamento, contando com o Brasil, o organismo das Nações Unidas identificou um agravamento maior da dependência de commodities em relação ao restante do mundo.

A avaliação da UNCTAD também revela uma alta modesta na participação das commodities entre as mercadorias importadas pelo Brasil. Em 2009-2010, bens primários representavam 25% desses importações. Em 2014-2015, a proporção subiu para 27%. O valor das importações de commodities passou de 38,78 bilhões para 53,18 bilhões.


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