Atrizes e youtubers aderem a campanha do Fundo de População da ONU sobre saúde sexual e reprodutiva

Da esquerda para direita, Juliana Alves, Jout Jout, Gabi Oliveira e Bella Piero. Imagem: UNFPA/Ela Decide

As atrizes Juliana Alves e Bella Piero e as youtubers Gabi Oliveira, do canal DePretas, e Julia Tolezano, a Jout Jout, decidiram se unir à ONU para defender o empoderamento feminino e o direito à saúde sexual e reprodutiva. O quarteto participa da campanha “Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro”, iniciativa do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) que chega nesta semana às redes sociais.

Inspirada na ação global “She Decides”, o projeto nacional mobilizará ações de empoderamento para que brasileiras possam tomar decisões autônomas sobre sua sexualidade – sobre engravidar ou não, sobre quando e quantos filhos ter e sobre como vivenciar a maternidade.

Para alcançar especialmente as mulheres jovens, a iniciativa convidou Juliana, Bella, Gabi e Jout Jout para abraçar a ideia. As quatro aceitaram a convocação da ‘Ela Decide’ e já estão nas peças da campanha que em poucos dias chega às ruas e à internet.

O lançamento da campanha acontece na próxima quinta-feira (26), no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. O evento é gratuito e aberto ao público. Saiba como participar clicando aqui.

A “Ela Decide” é a primeira ação da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil – mobilização de organizações do setor privado e filantrópicas, em parceria com o UNFPA e com apoio da Embaixada dos Países Baixos. Instituições querem ampliar e qualificar o debate público sobre o tema e angariar contribuições técnicas e financeiras de cada um dos apoiadores.

Os altos índices de gestações não planejadas, de mortes em decorrência de complicações durante a gravidez, o parto e o pós-parto (morte materna) e o aumento de infecções sexualmente transmissíveis demonstram a urgência do envolvimento de toda a sociedade para fazer frente aos desafios de saúde sexual e reprodutiva.

Dados da pesquisa Nascer no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), revelam que aproximadamente 30% das mulheres que deram à luz em hospitais selecionados disseram que não desejaram a gestação atual. Ainda conforme a instituição de pesquisa, a cada 100 mil bebês nascidos vivos, 143 mães morriam antes de 1990. Esse número caiu consideravelmente entre 1990 e 2015, mas, seguiu elevado e preocupante: para o mesmo número de bebês nascidos vivos, 61 mulheres vieram a óbito em 2015.

Para o representante do UNFPA no país, Jaime Nadal, o desenvolvimento do Brasil não é apenas uma responsabilidade do Estado, mas de diferentes segmentos da sociedade.

“Apesar dos muitos avanços no Brasil nas últimas décadas, ainda são necessários esforços de vários setores da sociedade, inclusive da iniciativa privada, para tornar o acesso à informação e aos serviços de saúde universais e integrais. Esse acesso é fundamental para assegurar que mulheres e jovens possam decidir com autonomia sobre sua sexualidade, sobre ter ou não ter filhos e o melhor momento em suas vidas para a maternidade”, afirma.

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