Atleta do Sudão do Sul será porta-bandeira da equipe olímpica de atletas refugiados

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Rose Nathike Lokonyen representará equipe de dez refugiados durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio. A cerimônia de abertura acontece nesta sexta-feira (5), a partir das 19h. Rose Lokonyen é refugiada no Quênia e, aos 23 anos de idade, disputará a prova de atletismo (800 metros).

A refugiada do Sudão do Sul Rose Nathike Lokonyen, de 23 anos. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

A refugiada do Sudão do Sul Rose Nathike Lokonyen, de 23 anos. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

A refugiada do Sudão do Sul Rose Nathike Lokonyen será a porta-bandeira da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio. A informação foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta quinta-feira (4). A cerimônia de abertura acontece nesta sexta-feira (5), a partir das 19h.

Rose Lokonyen é refugiada no Quênia e disputará a prova de atletismo (800 metros). Com 23 anos, ela carregará a bandeira olímpica e, com seus colegas de equipe, caminhará no Estádio Maracanã antes do Brasil, país anfitrião. A jovem corredora chegou no campo de refugiados Kakuma, no Quênia, em 2002 e faz parte da Fundação Tegla Loroupe. Ao todo, a equipe reúne dez atletas refugiados de quatro países diferentes (Síria, Sudão do Sul, Etiópia e República Democrática do Congo).

Pela primeira vez na história das Olimpíadas, um time formado exclusivamente por atletas refugiados irá competir. Outros atletas já competiram independentemente, porque seus países haviam sido banidos das Olimpíadas ou porque o país não possuía um time nacional.

Rose Lokonyen, 23, é refugiada do Sudão do Sul no Quênia e disputará a prova de atletismo no 800 metros. Foto: ACNUR / L.Benjamim

Rose Lokonyen, 23, é refugiada do Sudão do Sul no Quênia e disputará a prova de atletismo no 800 metros. Foto: ACNUR / L.Benjamim

A criação da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados e a participação deste atletas refugiados nos Jogos Rio 2016 é o resultado de um processo iniciado em outubro de 2015, quando o presidente do COI, Thomas Bach, anunciou em um discurso na Assembleia Geral da ONU que seria permitido que refugiados competissem sob a bandeira Olímpica.

Essa declaração iniciou um processo colaborativo envolvendo o COI, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), os comitês olímpicos nacionais e as federações internacionais para identificar atletas com status de refugiados e potencial esportivo para competir em nível olímpico.

Os dez atletas da Equipe Olímpica de Refugiados foram escolhidos em meio aos 43 potenciais candidatos que, por sua vez, foram selecionados dentre os aproximadamente mil possíveis competidores olímpicos.

Na quarta-feira (3) à noite, a equipe participou da cerimônia de boas-vindas na Vila dos Atletas. Com o hino olímpico soando ao fundo e na presença do presidente do COI, Thomas Bach, a bandeira olímpica foi hasteada na Vila Olímpica em honra aos dez membros do time e sua delegação, que inclui técnicos e a equipe médica. No dia anterior, a equipe havia sido formalmente apresentada à 129ª Sessão do COI.

“Este é um ótimo ensaio para a cerimônia de abertura”, disse o presidente do COI aos membros da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, que estavam dançando ao final da cerimônia com os artistas e atletas de outros times. O presidente honorário Jacques Rogge e o professor Muhammad Yunus, que participaram da sessão do COI, também estavam presentes.

Na ocasião da cerimônia de boas-vindas do time, que também destacou a cultura brasileira, a chefe de missão da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, a ex-recordista mundial de maratona que participou três vezes das Olimpíadas Tegla Loroupe (Quênia), assinou o Muro da Trégua Olímpica. Um ícone habitual na Vila Olímpica em todos os Jogos, o muro serve como um símbolo poderoso do poder unificador dos esportes e dos Jogos Olímpicos.


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