Ativistas negras e ONU Mulheres avaliam estratégias para Brasil atingir objetivos globais

Ativistas do movimento de mulheres negras reuniram-se esta semana em Brasília (DF) com equipes técnicas do governo federal, de institutos de pesquisa e das Nações Unidas para avaliar estratégias de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil.

Este foi o primeiro encontro do Comitê de Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, parceiro da ONU Mulheres, que tem como objetivo avaliar o progresso dos ODS com foco em gênero e raça.

Participantes do Fórum Permanente de Mulheres Negras no encerramento das atividades no Fórum Social Mundial 2018. Foto: Lis Pedreira

Participantes do Fórum Permanente de Mulheres Negras no encerramento das atividades no Fórum Social Mundial 2018. Foto: Lis Pedreira

Ativistas do movimento de mulheres negras reuniram-se esta semana em Brasília (DF) com equipes técnicas do governo federal, de institutos de pesquisa e das Nações Unidas para avaliar estratégias de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil.

Este foi o primeiro encontro do Comitê de Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, parceiro da ONU Mulheres, que tem como objetivo avaliar o progresso dos ODS com foco em gênero e raça.

Sob a organização da ONU Mulheres Brasil e o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, foram realizadas cinco sessões técnicas sobre as demandas do movimento de mulheres negras e as possibilidades de resposta por parte da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes.

“Por sugestão do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, a ONU Mulheres fez um levantamento sobre a pauta da Marcha das Mulheres Negras e os 17 Objetivos Globais”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

“As demandas têm relação com o conjunto dos ODS, porque elas propõem um novo pacto civilizatório para o Brasil, o que nos traz o desafio concreto para que as afro-brasileiras estejam no centro dos debates, análises e negociações, para impedir que elas continuem a ficar para trás no desenvolvimento”, completou.

De acordo com Nadine, o financiamento da Agenda 2030 ainda requer investimentos robustos. “Precisamos identificar ações e investimentos públicos e privados para que as mulheres negras não fiquem para trás no desenvolvimento sustentável”, declarou.

“A Agenda 2030 nos impele a inovar e buscar outras formas de agir para que possamos fazer as mudanças que o mundo e o Brasil precisam para um modelo inclusivo, justo e sustentável.”

Ela ressaltou que a sociedade civil é um dos agentes decisivos da Agenda 2030, e que o trabalho dos três dias de encontro foram também baseados no objetivo global número 17, que fala em estabelecer parcerias e meios de implementação.

Em sessão com o Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil, o Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 apresentou a agenda do movimento de mulheres negras e como suas demandas se conectam com os mandatos das diferentes agências das Nações Unidas.

Um dos destaques foi o Encontro Nacional de Mulheres Negras 30 anos: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver – Mulheres Negras Movem do Brasil, que acontecerá em Goiânia (GO) em dezembro.


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