Ativista queniano é vencedor do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos de 2019

O queniano Chris Mburu foi anunciado como vencedor do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos para 2019, homenagem concedida anualmente pelo Capítulo de San Diego da Associação das Nações Unidas dos EUA (UNASD).

O prêmio é dedicado a “indivíduos que acreditam nos objetivos das Nações Unidas e efetuam mudanças positivas e duradouras em seu trabalho”. A cerimônia aconteceu no dia 24 de outubro, celebrado globalmente como o Dia da ONU, nos Estados Unidos.

Chris Mburu, que enfrentou desafios para concluir seus estudos no Quênia, é uma voz ativa pelos direitos de todas e todos acessarem a escola. Sua história é relatada no documentário A Small Act (“Um pequeno ato”, na tradução livre), lançado em 2010. Desde 2011, Mburu é assessor sênior de direitos humanos em Ruanda.

O queniano Chris Mburu na posse do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos para 2019. Foto: ACNUDH.

O queniano Chris Mburu na posse do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos para 2019. Foto: ACNUDH.

O queniano Chris Mburu foi anunciado como vencedor do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos para 2019, homenagem concedida anualmente pelo Capítulo de San Diego da Associação das Nações Unidas dos EUA (UNASD).

O prêmio é dedicado a “indivíduos que acreditam nos objetivos das Nações Unidas e efetuam mudanças positivas e duradouras em seu trabalho”.

A cerimônia aconteceu no dia 24 de outubro, celebrado globalmente como o Dia da ONU, nos Estados Unidos.

“Foi uma honra receber o Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos 2019. O prêmio recebeu o nome da antiga primeira-dama dos EUA, que adquiriu status de lenda devido ao seu papel na redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, relatou Mburu.

“E ainda mais especial para mim foi receber o prêmio das mãos do neto de Eleanor Roosevelt, o senhor Ford Roosevelt”, comentou.

Atuando desde 2011 como o assessor sênior de direitos humanos em Ruanda, Mburu tem sido um defensor ativo do direito à educação para todas e todos, tentando disseminar o programa de patrocínio que o ajudou quando criança.

A história do queniano ficou conhecida através do documentário A Small Act (“Um pequeno ato”, na tradução livre), lançado em 2010.

A UNASD homenageou Mburu por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos humanos, do Estado de Direito e do direito à educação, a base para um futuro compartilhado, equitativo e sustentável”.

“Peço a todos que continuem trabalhando para garantir que todas as crianças tenham acesso gratuito à educação, direito que Eleanor Roosevelt incluiu na Declaração Universal para enfatizar que a educação é um direito humano”, disse o premiado.

Trajetória

No Quênia, quando criança, Mburu teve poucas oportunidades de seguir seu sonho de ingressar no ensino superior. Nos primeiros anos escolares, o garoto se destacou com notas excelentes.

Apesar disso, sua família precisou retirá-lo da escola, porque não conseguiam mais arcar com as despesas para mantê-lo matriculado. Por conta de seu ótimo desempenho dos anos anteriores, Mburu foi selecionado para um programa de patrocínio escolar oferecido pela Suécia para crianças de famílias pobres no Quênia com notas excepcionais.

Por anos, Mburu só ouvia o nome da mulher que havia pago por suas mensalidades escolares: Hilde Back, uma professora que morava na Suécia.

No documentário A Small Act (“Um pequeno ato”, na tradução livre), é retratada a busca de Mburu para encontrar Back, além de mostrar a determinação do queniano em oferecer um futuro melhor para crianças.

Após o ensino médio, o futuro de Mburu se tornou, de fato, excepcional.

Ele estudou direito na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e, mais tarde, iniciou sua carreira profissional na Anistia Internacional e no Grupo de Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Além disso, Mburu já integrou as Forças de Paz da ONU (UN Peacekeeping) e a agência de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) em missões na Serra Leoa, República Democrática do Congo, Eritreia, Camarões, Burundi e Ruanda. Nesse último, foi nomeado assessor sênior de direitos humanos em 2011.

A “criança carente”, como ele próprio se descreveu, é agora a ganhadora do Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos 2019.