Atividade portuária na América Latina e Caribe permaneceu baixa em 2012, afirma CEPAL

Taxa de movimentação passou de 15,9% em 2010 para 4,3% em 2012. Brasil está entre os cinco países com menor atividade portuária.

Porto de Itajaí. Foto: Emília Silberstein/UnB Agência

Porto de Itajaí. Foto: Emília Silberstein/UnB Agência

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) afirma que a movimentação de contêineres nos portos da América Latina e do Caribe manteve-se baixa em 2012. Isso confirma a desaceleração do comércio exterior na região ao longo do ano passado, afetado pela recessão na Europa e pelo crescimento mais lento dos EUA e China.

De acordo com o ranking de movimentação portuária dos contêineres da América Latina e do Caribe publicado pela CEPAL, em 2010, a movimentação de contêineres em terminais marítimos cresceu 15,9%. Essa taxa caiu para 13,9% em 2011 e 4,3% em 2012.

Segundo a CEPAL, alguns países da região parecem imunes à desaceleração dos portos e as taxas de crescimento permaneceram fortes, apesar do contexto de recessão global. Os portos mais movimentados em 2012 foram Callao, no Peru; Cartagena e Buenaventura, na Colômbia; Lazaro Cardenas, Veracruz e Manzanillo, no México; Moin Limon, na Costa Rica; Cabello, na Venezuela; e Caucedo, na República Dominicana.

A diminuição da atividade portuária em 2012 foi concentrada em cinco países: Argentina (-10,5%), Jamaica (-35,1%), Chile (1,2%), Panamá (3,4%) e no Brasil (3,6%).

De acordo com o organismo das Nações Unidas, as causas para esse desempenho heterogêneo entre os países, portos e terminais de contêineres são variadas. Por exemplo, os portos chilenos de São Vicente e Santo Antônio mostram números positivos de dois dígitos por causa do sucesso de seus projetos e gestão de negócios. No entanto, o crescimento anual dessa indústria no país foi de apenas 1,2%.

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