Atividade humana causa agravamento de desastres naturais, alerta UNESCO

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Em mensagem para o Dia Internacional para a Redução de Desastre, lembrado neste 13 de outubro, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, alertou que as atividades humanas estão associadas ao agravamento de fenômenos naturais extremos. Segundo a agência da ONU, apenas em 2016, 24,2 milhões de pessoas tiveram que sair de suas casas por causa de catástrofes. Nos últimos 20 anos, mais de 1,35 milhão de pessoas morreram em desastre naturais.

Cidade de Jérémie, no oeste do Haiti, região atingida pelo Furacão Matthew em outubro de 2006. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Cidade de Jérémie, no oeste do Haiti, região atingida pelo Furacão Matthew em outubro de 2006. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Em mensagem para o Dia Internacional para a Redução de Desastre, lembrado neste 13 de outubro, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, alertou que as atividades humanas estão associadas ao agravamento de fenômenos naturais extremos. Segundo a agência da ONU, apenas em 2016, 24,2 milhões de pessoas tiveram que sair de suas casas por causa de catástrofes.

“Os últimos meses foram particularmente destrutivos, quando todos viram a extensão da ameaça e de nossa própria vulnerabilidade. Ciclones no Caribe e nos Estados Unidos superaram em intensidade os níveis sazonais típicos”, afirmou Bokova.

De acordo com dados compilados pela UNESCO, nos últimos 20 anos, mais de 1,35 milhão de pessoas morreram em desastre naturais. Nas últimas duas décadas, mais de 4 bilhões de pessoas foram desalojadas e desabrigadas, ficaram feridas ou em situação de emergência, precisando de assistência humanitária.

“A perda de vidas resultante é trágica, e o efeito da destruição é extremamente caro. Desastres levam a uma perda econômica anual estimada entre 250 e 300 bilhões de dólares”, disse a chefe do organismo internacional.

Na avaliação da UNESCO, os números de vítimas e danos tendem, provavelmente, a aumentar, devido às mudanças climáticas, à superpopulação e à rápida urbanização.

Em 2017, a ONU observa o Dia Internacional com o tema “Lar, seguro lar”, que simboliza um apelo por mais políticas de contenção dos desastres.

Para a UNESCO, a solidariedade com as pessoas afetadas por catástrofes “deve ser traduzida em políticas públicas concretas para levar adiante a implementação do Marco de Sendai para a Redução de Riscos de Desastres, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo Climático de Paris”.

“A UNESCO está atuando, de forma geral, para promover a consciência, a prevenção e a preparação de resposta para casos de desastres”, acrescentou Bokova.


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