Atentado no Paquistão deixa 71 mortos e centenas de feridos; ONU pede proteção a minorias

Secretário-geral da ONU instou o governo a promover “todos os esforços” para pôr em prática medidas de proteção e garantir a segurança pessoal de todos os indivíduos – incluindo as comunidades de minorias religiosas que vivem no país.

Civis fugindo de ofensiva contra extremistas no Paquistão. Foto: IRIN / Umar Farooq (arquivo)

Civis fugindo de ofensiva contra extremistas no Paquistão. Foto: IRIN / Umar Farooq (arquivo)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou veementemente o atentado suicida que teve como alvo um parque no Paquistão, neste domingo (27). O ataque deixou 71 mortos, segundo a mídia local, e mais de 340 feridos – incluindo muitas mulheres e crianças.

Em um comunicado emitido por seu porta-voz, Ban Ki-moon pediu que os autores do “terrível ato terrorista”, ocorrido na cidade de Lahore, possam ser levados rapidamente à justiça, de acordo com as obrigações de direitos humanos.

O chefe da ONU instou o governo a promover “todos os esforços” para pôr em prática medidas de proteção e garantir a segurança pessoal de todos os indivíduos – incluindo as comunidades de minorias religiosas que vivem no país.

Segundo os relatos da imprensa internacional, o grupo que reivindicou a autoria dos atentados teria afirmado que o alvo eram cristãos, em conexão com a Páscoa. A maioria dos mortos e feridos, no entanto, é de muçulmanos.

Ban Ki-moon estendeu suas sinceras condolências às vítimas e suas famílias, e expressou sua solidariedade ao povo e ao governo do Paquistão.