Ataques do Estado Islâmico mostram necessidade de implementação urgente do acordo político na Líbia

“Qualquer dia desperdiçado em falhas para implementar o Acordo Político Líbio é um dia de aproveitado pelo Da’esh”, disse o enviado especial da ONU para a Líbia. Grupo atacou tanques de petróleo em Sidra e Ras Lanouf para vendas que financiam suas operações.

Dois soldados da forças operando sob o comando do governo de Trípole caminham através de ruas desertas de Bin Jawad, perto de um importante campo de petróleo em Sidra. Foto: Tom Westcott/IRIN

Dois soldados da forças operando sob o comando do governo de Trípole caminham através de ruas desertas de Bin Jawad, perto de um importante campo de petróleo em Sidra. Foto: Tom Westcott/IRIN

O enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, que no mês passado ajudou a mediar um acordo político para acabar com o conflito no país, disse que o ataque do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) contra tanques de petróleo em Sidra e Ras Lanouf destaca a necessidade de implementação imediata do novo governo.

“Qualquer dia desperdiçado em falhas para implementar o Acordo Político Líbio é um dia de aproveitado pelo Da’esh”, disse Kobler, referindo-se ao outro nome atribuído ao grupo terrorista.

Ele lembrou que os recursos petrolíferos são propriedade do povo líbio e instou a nação a não medir esforços para bloquear as tentativas do grupo de financiar sua agenda terrorista através da captura e venda desse bem.

Em dezembro, Kobler facilitou as últimas etapas do compromisso para a formação do Governo de Acordo Nacional com um conselho presidencial, um gabinete, uma câmara de deputados e um conselho de estado, com a intenção de acabar com os quatro anos de disputa sectária que deixou vários mortos e quase 2,4 milhões de pessoas com necessidades de ajuda humanitária.

Kobler, que está baseado na Tunísia, começou o ano realizando uma visita a Líbia para ampliar o apoio para a implementação do Acordo. No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU pediu ao novo conselho presidencial para trabalhar com o prazo de 30 dias, estabelecidos no compromisso, para formar o Governo de Acordo Nacional e finalizar as medidas necessárias de segurança para estabilizar o país do Norte da África.