Ataques a instalações da ONU batem recorde

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Ataques diretos a instalações das Nações Unidas aumentaram de 35 em 2015 para 56 em 2016, um número sem precedentes. É o que revela um novo relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, que apresentou o levantamento nesta semana (19) na Assembleia Geral. Apesar do recorde negativo, o número de vítimas entre a equipe de civis da Organização diminuiu.

Complexo da ONU em Juba, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Complexo da ONU em Juba, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Ataques diretos a instalações das Nações Unidas aumentaram de 35 em 2015 para 56 em 2016, um número sem precedentes. É o que revela um novo relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, que apresentou o levantamento nesta semana (19) na Assembleia Geral. Apesar do recorde negativo, o número de vítimas entre a equipe de civis da Organização diminuiu.

Guterres salientou que é improvável que o ambiente de segurança global melhore no futuro, uma vez que os problemas sociais, políticos e econômicos subjacentes à insegurança devem persistir. O dirigente máximo do organismo internacional explicou que a pesquisa analisa os incidentes envolvendo pessoal e instalações das Nações Unidas, bem como profissionais das ONGs parceiras, durante 2016 e o ​​primeiro semestre de 2017.

De acordo com informações fornecidas por instituições de ajuda humanitária, mais de 51 funcionários de ONGs foram mortos no período avaliado pelo relatório. A crescente violência direcionada às equipes e instalações médicas foi descrita como alarmante. Outros 28 agentes da ONU foram mortos, vítimas de atos de violência e incidentes de segurança. Também foi observado que o pessoal recrutado localmente e agentes mulheres foram particularmente vulneráveis a determinados tipos de incidentes.

“O aumento constante do número de incidentes baseados em gênero contra a equipe feminina das Nações Unidas merece atenção especial”, disse o secretário-geral, enfatizando que a Organização tem o dever de apoiar os mais expostos aos riscos e uma responsabilidade especial para com as pessoas recrutadas localmente.

Apesar dos problemas, a análise indica que a taxa de mortes de funcionários civis da ONU caiu para um dos níveis mais baixos nos últimos cinco anos, em grande parte devido ao fortalecimento das capacidades de segurança da Organização.

Guterres acrescentou que “a proteção de agentes humanitários e das Nações Unidas é responsabilidade coletiva da comunidade internacional”, e incentivou os governos anfitriões a levarem à justiça aqueles que cometeram crimes contra o organismo.


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