‘Ataque ou ameaça’ pode ter causado acidente que matou ex-chefe da ONU, aponta relatório

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Um novo relatório das Nações Unidas divulgado no fim de outubro (25) concluiu ser “plausível” que um ataque ou ameaça externa possa ter levado ao acidente de avião fatal que matou o ex-secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld.

Ex-secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld, em coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas em Nova Iorque em março de 1960. Foto: ONU

Ex-secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld, em coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas em Nova Iorque em março de 1960. Foto: ONU

Um novo relatório das Nações Unidas divulgado no fim de outubro (25) concluiu ser “plausível” que um ataque ou ameaça externa possa ter levado ao acidente de avião fatal que matou o ex-secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld.

O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou os Estados-membros a disponibilizarem informações sobre o incidente que já completa 56 anos.

Uma declaração emitida por seu porta-voz disse que Guterres acredita que a informação disponibilizada à ONU até a data foi insuficiente e que parece provável a existência de informações adicionais importantes.

O avião DC6, registrado como SE-BDY, caiu nos primeiros minutos do dia 18 de setembro de 1961 em Rodésia do Norte, atual Zâmbia, matando instantaneamente Hammarskjöld e 14 dos 15 membros do grupo que o acompanhava, com o único sobrevivente não resistindo aos ferimentos alguns dias depois.

“Há quantidade significativa de evidências de testemunhas que observaram mais de uma aeronave no ar, afirmando inclusive que a outra aeronave poderia ser um jato e que o SE-BDY estava em chamas antes de cair”, observou o relatório apresentado à Assembleia Geral.

Ao longo deste ano, uma série de inquéritos explorou várias hipóteses para o acidente, incluindo ataques aéreos, terrestres ou outra ameaça externa, sabotagem, sequestro e erro humano.

Conclusões de investigação

O documento conclui que Hammarskjöld e os outros membros do grupo não foram assassinados após o pouso, e que todos os passageiros morreram de lesões sofridas durante o acidente de avião, de forma instantânea ou logo após.

Explorando a hipótese de uma sabotagem — possivelmente uma bomba plantada no avião e ativada antes do pouso — ter provocado a queda, “como parte de uma estratégia para ‘remover’ Hammarskjöld'”, o relatório afirma que as Nações Unidas tentaram obter acesso de documentos sul-africanos referentes a essa acusação, mas até o momento da elaboração do relatório não houve sucesso quanto a isso.

Foi observado que, no tempo disponível, e tendo em vista o surgimento de novos assuntos que exigem uma análise mais aprofundada dos fatos, não foi possível concluir todos os aspectos do caso.

O relatório recomendou que os Estados-membros realizem uma completa análise de seus registros e arquivos sobre o tema, incluindo aqueles que permanecem confidenciais, em busca de informações potencialmente relevantes.

“Um incidente como esse onde uma ou mais das hipóteses do acidente aéreo pode ter envolvido uma hostilidade contra o secretário-geral das Nações Unidas é uma questão de maior interesse público”, observou o documento.

Acesse o documento clicando aqui.


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