Ataque israelense mata quatro meninos que jogavam futebol em praia de Gaza, diz UNICEF

“Repetimos o nosso apelo a todas as partes para proteger os civis em Gaza e Israel – não só para o bem da paz, mas por causa das crianças que sofrem o pior”, disse a agência da ONU após os ataques que elevam para 48 o número de crianças mortas.

“Repetimos o nosso apelo a todas as partes para proteger os civis em Gaza e Israel – não só para o bem da paz, mas por causa das crianças que sofrem o pior”, disse a agência da ONU após os ataques que elevam para 48 o número de crianças mortas.

Um menino palestino caminha entre os escombros de uma casa destruída após um ataque aéreo de Israel em Rafah, em Gaza, no dia 9 de julho. Mais de 1.700 casas já foram destruídas ou severamente danificadas, deslocando quase 10 mil pessoas em uma semana. Foto: UNICEF/Eyad El Baba

Um menino palestino caminha entre os escombros de uma casa destruída após um ataque aéreo de Israel em Rafah, em Gaza, no dia 9 de julho. Mais de 1.700 casas já foram destruídas ou severamente danificadas, deslocando quase 10 mil pessoas em uma semana. Foto: UNICEF/Eyad El Baba

Quatro meninos palestinos que eram primos, com idades entre 9 a 11 anos, foram mortos nesta quarta-feira (16) por um ataque das forças de Israel, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Os quatro meninos estavam brincando em uma praia na Cidade de Gaza quando um barco israelense disparou.

O ataque foi testemunhado pela imprensa internacional. Segundo relatos da mídia, um navio israelense que faz bloqueio marítimo nos territórios palestinos ocupados abriu fogo à praia no final da tarde. Segundo os relatos, após o primeiro tiro, e enquanto as crianças corriam buscando abrigo, o navio disparou novamente.

“Repetimos o nosso apelo a todas as partes para proteger os civis em Gaza e Israel – não só para o bem da paz, mas por causa das crianças que sofrem o pior dessa violência atual”, disse o UNICEF após os ataques.

Com isso, chega a 48 o número de crianças mortas pelas forças de Israel, com pelo menos 214 pessoas mortas no total – entre as quais 29 mulheres e 164 civis. Mais de 1.500 palestinos foram feridos desde 7 de julho, com quase 1.700 casas destruídas ou severamente danificadas. Quase 10 mil pessoas foram deslocadas pelos bombardeios israelenses.

As escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) estão abrigando mais de 22 mil pessoas. Quase um milhão de pessoas estão sem acesso a água e saneamento devido aos danos à infraestrutura em Gaza.

As negociações ocorridas esta semana, mediadas pelo governo do Egito, fracassaram após o Hamas ter recusado um cessar-fogo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todas as partes que voltem à mesa de diálogo e usem todos os esforços possíveis para facilitar um cessar-fogo. Segundo Ban, esta é “a única opção viável neste momento”.

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