Ataque a comboio na Síria é ‘provável crime de guerra’, diz chefe de direitos humanos da ONU

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Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que o ataque a um comboio humanitário na Síria, que deixou vários civis mortos e feridos, “é provavelmente um crime de guerra”. Milhares de pessoas deixavam área sitiada no oeste de Alepo quando foram atacadas; entre os mortos e feridos havia um grande número de crianças.

Menino empurrando uma cadeira de rodas em meio a edificações destruídas em uma rua em Al-Mashatiyeh, próximo à cidade de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR/Bassam Diab

Menino empurrando uma cadeira de rodas em meio a edificações destruídas em uma rua em Al-Mashatiyeh, próximo à cidade de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR/Bassam Diab

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou nesta terça-feira (18) que o ataque a um comboio humanitário na Síria, ocorrido no fim de semana, “é provavelmente um crime de guerra”.

“Adicionamos nossa voz às condenações do ataque em Rasheedin, no oeste de Alepo, que atingiu um comboio que transportava pessoas das cidades sitiadas Fuah e Kefraya para áreas controladas pelo governo”, disse o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, afirmando que até o momento não se sabe como “essa atrocidade aconteceu e nem quem são os responsáveis”.

Colville informou que hospitais em Alepo receberam corpos de 96 civis, incluindo 67 crianças, e observou que algumas pessoas feridas no ataque ainda estão desaparecidas.

“Acredita-se que elas tenham sido levadas por grupos armados de oposição para hospitais em Idlib, área sob controle deles”, disse.

As evacuações dos civis de Fuah e Kefraya estavam sendo conduzidas seguindo as diretrizes do “Acordo das Quatro Cidades”, destinado a facilitar o acesso humanitário nessas regiões, bem como em Madaya e Zabadani.

“Essas pessoas viviam sob bombardeios incessantes há mais de dois anos, com pouca comida, sem acesso a suprimentos médicos e sob o medo constante de ataques de grupos armados”, acrescentou o porta-voz.

O Conselho de Segurança da ONU também condenou o atentado e classificou o incidente como “covarde e bárbaro”. O órgão de 15 membros do órgão reiterou a necessidade de combater o terrorismo e de levar à justiça financiadores e perpetradores dos ataques.


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