Assembleia Geral pede que governos apoiem nova estratégia da ONU contra cólera no Haiti

O Haiti está lidando com um surto de cólera desde outubro de 2010, cerca de nove meses após ter sido atingido por um terremoto arrasador. Estimativas apontam que a epidemia já afetou 788 mil pessoas e causou a morte de mais de 9 mil haitianos.

Água filtrada sendo distribuída em Cité Soleil e Porto Príncipe, no Haiti. A medida faz parte dos esforços empreendidos pelas Nações Unidas e pelo governo do país para combater a cólera na ilha caribenha. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Água filtrada sendo distribuída em Cité Soleil e Porto Príncipe, no Haiti. A medida faz parte dos esforços empreendidos pelas Nações Unidas e pelo governo do país para combater a cólera na ilha caribenha. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

A Assembleia Geral das Nações Unidas pediu aos Estados-membros na semana passada (16) que apoiem integralmente a nova abordagem da ONU para conter o cólera no Haiti. O plano foi lançado no início deste mês pelo secretário-geral, Ban Ki-moon.

“Pedimos a todos os Estados-membros, organismos pertinentes das Nações Unidas e outros parceiros governamentais e não governamentais internacionais que forneçam pleno apoio à nova abordagem da ONU, bem como intensifiquem os seus esforços para eliminar o cólera e para lidar o sofrimento das vítimas”, disse o organismo da ONU, ao adotar uma resolução por consenso.

Com o valor calculado em 400 milhões de dólares para os próximos dois anos, a abordagem vai se concentrar em duas fases diferentes.

A primeira consiste em ações mais intensas e com mais recursos para responder e reduzir a incidência do cólera, abordando questões de curto e longo prazos relacionadas à água, saneamento e serviços de saúde no Haiti.

A segunda parte da abordagem é o desenvolvimento de um pacote de assistência material e apoio aos haitianos mais diretamente afetados pela doença, centrado nas vítimas, nas suas famílias e comunidades. A ideia é que as pessoas também se envolvam no desenvolvimento das propostas.

O Haiti está lidando com um surto de cólera desde outubro de 2010, cerca de nove meses após ter sido atingido por um terremoto arrasador. Estimativas apontam que a epidemia já afetou 788 mil pessoas e causou a morte de mais de 9 mil haitianos. Ações nacionais e internacionais, apoiadas pelas Nações Unidas, resultaram em uma redução de 90% no número de casos suspeitos.

Falando à Assembleia sobre a nova abordagem no início de dezembro, Ban Ki-moon pediu desculpas à população do Haiti e expressou grande pesar pelas mortes e sofrimento causados pela epidemia do cólera no país.

“As Nações Unidas e os Estados-membros têm o poder de reconhecer e responder a esse sofrimento. Vamos intensificar nossa solidariedade e fazer a coisa certa para o povo haitiano”, frisou.