Assembleia Geral da ONU pede medidas de prevenção contra o comércio ilegal de animais selvagens

“O tráfico ilegal de animais silvestres não só ameaça espécies e ecossistemas, como afeta também a subsistência das comunidades locais e diminui atrações turísticas”, afirmou a declaração da Assembleia.

Os elefantes africanos são listados como vulneráveis pela União Internacional para Conservação da Natureza. Os animais são caçados por suas presas de marfim. Foto: PNUMA/ Peter Prokosch

Os elefantes africanos são listados como vulneráveis pela União Internacional para Conservação da Natureza. Os animais são caçados por suas presas de marfim. Foto: PNUMA/ Peter Prokosch

Reconhecendo que animais e plantas selvagens são um “elemento insubstituível dos sistemas naturais da Terra”, a Assembleia Geral das Nações Unidas exortou nesta sexta-feira (30) seus Estados-membros a tomar medidas decisivas de prevenção, combate e erradicação do comércio ilegal de animais selvagens “tanto na oferta como na procura”.

Através de nova resolução, a Assembleia manifestou sua séria preocupação com o aumento constante do nível de caça ilegal de rinocerontes e os níveis alarmantes de mortes de elefantes em África, que ameaçam as espécies de extinção local e, em alguns casos, de extinção global.

“A adoção desta resolução e sua efetiva implementação serão cruciais para nossos esforços coletivos no combate ao tráfico ilícito de animais selvagens em todo o mundo”, diz a declaração do presidente da sessão 69 da Assembleia, lida pelo vice-presidente, Denis G. Antoine.

“O tráfico ilegal de animais silvestres não só ameaça espécies e ecossistemas, como afeta também a subsistência das comunidades locais e diminui atrações turísticas. Isso compromete os esforços para a erradicação da pobreza e a realização do desenvolvimento sustentável”, completou.