Assembleia Geral da ONU cria escritório contra o terrorismo

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Principal órgão da ONU aprovou a criação de um escritório das Nações Unidas para ajudar os Estados-membros a implementar a estratégia global da ONU de combate ao terrorismo.

Peter Thomson (à esquerda), presidente da atual sessão da Assembleia Geral, ao lado de Movses Abelian, secretário-geral assistente da ONU para a Assembleia Geral e Gestão de Conferências. Foto: ONU/Kim Haughton

Peter Thomson (à esquerda), presidente da atual sessão da Assembleia Geral, ao lado de Movses Abelian, secretário-geral assistente da ONU para a Assembleia Geral e Gestão de Conferências. Foto: ONU/Kim Haughton

A Assembleia Geral aprovou na última quinta-feira (15) a criação de um escritório das Nações Unidas para ajudar os Estados-membros a implementar a estratégia global da ONU de combate ao terrorismo.

Adotando uma resolução de consenso, o órgão composto pelos 193 países da ONU saudou também a iniciativa do secretário-geral da organização, António Guterres, de transferir funções relevantes do Departamento de Assuntos Políticos – o DPA – para o novo Escritório das Nações Unidas contra o Terrorismo.

Como resultado, o Escritório da Força-Tarefa de Implementação do Contraterrorismo (CTITF) e o Centro de Contraterrorismo da ONU (UNCCT), atualmente no DPA, serão transferidos para o novo escritório, bem como os atuais funcionários e todos os recursos regulares e extra-orçamentários. O novo escritório será liderado por um subsecretário-geral da ONU.

De acordo com o relatório, o Escritório teria cinco funções principais: a primeira é liderar os mandatos de combate ao terrorismo da Assembleia Geral administrados pelo secretário-geral em todo o Sistema das Nações Unidas. Outra função é reforçar a coordenação e a coerência entre as 38 entidades da Força-Tarefa de Implementação da Estratégia de Contraterrorismo, para assegurar a implementação equilibrada dos quatro pilares da estratégia global das Nações Unidas contra o terrorismo.

O escritório também reforçará a assistência prestada aos Estados-membros pelas Nações Unidas no domínio do combate ao terrorismo; bem como melhorar a visibilidade, promoção e mobilização de recursos para os esforços das Nações Unidas contra o terrorismo. Por último, o escritório se certificará sobre a prioridade dada ao combate ao terrorismo em todo o Sistema das Nações Unidas, e que o importante trabalho sobre a prevenção do extremismo violento esteja firmemente enraizado na Estratégia.

“O secretário-geral considera que o antiterrorismo e a prevenção do extremismo violento são duas das maiores prioridades das Nações Unidas para enfrentar uma crescente ameaça à paz e à segurança internacionais”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em um comunicado divulgado logo após a aprovação.

“Ele espera, portanto, que esta reforma da arquitetura antiterrorista das Nações Unidas contribua para os esforços mais amplos da ONU de promover a prevenção de conflitos, a paz sustentável e o desenvolvimento”, disse o porta-voz.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, disse que a resolução aumentará a capacidade das Nações Unidas de auxiliar os Estados-membros na implementação da Estratégia Global contra o Terrorismo em seus quatro pilares, “assegurando uma maior coordenação e coerência em todo o Sistema das Nações Unidas e melhorando a visibilidade, promoção e mobilização de recursos para os esforços de luta das Nações Unidas contra o terrorismo”.


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