Assassinatos de jornalistas são revoltantes e não podem ser ‘novo normal’, diz chefe da ONU

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Os assassinatos de jornalistas no mundo todo são “revoltantes” e não deveriam se tornar o “novo normal”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas, 2 de novembro.

Em pouco mais de uma década, 1.010 jornalistas foram mortos por realizar seu trabalho e, em nove a cada 10 casos, os autores dos crimes não foram levados à Justiça. Somente em 2018, ao menos 88 jornalistas foram assassinados, de acordo com a ONU.

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

Os assassinatos de jornalistas no mundo todo são “revoltantes” e não deveriam se tornar o “novo normal”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas, 2 de novembro.

Em pouco mais de uma década, 1.010 jornalistas foram mortos por realizar seu trabalho e, em nove a cada 10 casos, os autores dos crimes não foram levados à Justiça. Somente em 2018, ao menos 88 jornalistas foram assassinados, de acordo com a ONU.

Milhares de outros profissionais da mídia foram “atacados, assediados, detidos ou presos por acusações ilegítimas, sem o devido processo”, disse Guterres em mensagem em vídeo para a ocasião.

O secretário-geral da ONU prestou homenagem a jornalistas que “fazem seus trabalhos diariamente, apesar de intimidações e ameaças”. Ele também pediu para a comunidade internacional “proteger jornalistas e criar condições necessárias para que façam seus trabalhos”.

A Verdade Nunca Morre

Para marcar o dia internacional, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), lançou uma campanha para conscientização sobre o tema. Denominada “Truth Never Dies” (A Verdade Nunca Morre, em tradução livre), a iniciativa encoraja pessoas a compartilhar histórias de e sobre jornalistas mortos, para manter seus legados vivos e pressionar por investigações sobre suas mortes.

“A verdade nunca morre. Nem deve morrer nosso compromisso com o direito fundamental da liberdade de expressão”, disse o chefe da ONU, destacando que quando jornalistas são atacados, “sociedades como um todo pagam o preço”.

Um estudo sobre tendências globais na mídia da UNESCO de 2017 destacou que a impunidade por crimes contra jornalistas continua sendo padrão, e tendências de sequestros, desaparecimentos e torturas mostram aumentos significativos desde 2012.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou uma resolução em setembro, pedindo para a comunidade internacional promova estratégias para proteger jornalistas e leve à Justiça autores desses crimes.


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