ARTIGO: Quebre o silêncio!

No 30º aniversário do Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, 17 de maio, a diretora-executiva do Fundo de População da ONU (UNFPA), dra. Natalia Kanem, enfatizou a importância de quebrar o silêncio e mencionou o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que fala que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

“Pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, travestis, queer e intersexuais (LGBTQI) são consideradas as mais vulneráveis e marginalizadas em muitas sociedades, sofrendo discriminação que afeta negativamente todos os aspectos de suas vidas. Devido à pandemia da COVID-19, no momento, as pessoas LGBTQI estão entre as que correm maior risco”. Leia o artigo na íntegra.

Foto: UNFPA

Por Dra. Natalia Kanem*

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. O artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos fala da universalidade dos direitos humanos. Todas as pessoas, em qualquer lugar, têm direito a eles, sem qualquer tipo de distinção ou discriminação.

Pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, travestis, queer e intersexuais (LGBTQI) são consideradas as mais vulneráveis e marginalizadas em muitas sociedades, sofrendo discriminação que afeta negativamente todos os aspectos de suas vidas. Devido à pandemia da COVID-19, no momento, as pessoas LGBTQI estão entre as que correm maior risco.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) está comprometido em assegurar que as pessoas LGBTQI não enfrentem discriminação e não tenham medo de sofrer retaliação por procurar assistência médica em meio à crise da COVID-19.

Como os sistemas e serviços de saúde estão sob intensa pressão em todo o mundo, isso tem um enorme efeito nos grupos em situação de vulnerabilidade e excluídos. Nos países onde as relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas ou onde pessoas trans são alvejadas, essas pessoas evitam fazer exames e tratamentos por medo de serem presas ou violentadas.

Dadas as restrições de ficar em casa, jovens e adultos LGBTQI ficam confinados em ambientes hostis com familiares ou coabitantes que não oferecem apoio, aumentando sua exposição à violência, ansiedade, medo e depressão.

Neste 30º aniversário do Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, o Fundo de População da ONU (UNFPA) enfatiza a importância de quebrar o silêncio.

Ninguém deve sofrer estigma ou discriminação no trabalho. Criar um local de trabalho seguro, onde cada pessoa se sinta incluída e valorizada, pode desbloquear o incrível potencial de cada um de nós. O UNFPA continuará defendendo esses valores essenciais com nossa equipe, colegas, parceiros de implementação e pessoas que servimos. O Diretório Global do UNFPA, por exemplo, agora oferece opções de perfil para refletir com mais precisão e respeito a diversidade de gênero de nossa equipe, alguns dos quais não se identificam nem como mulheres e nem homens.

O UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, está comprometida em atender às necessidades de saúde sexual e reprodutiva de pessoas com orientações sexuais, identidades de gênero, expressões de gênero e características sexuais diversas. Vamos juntos e juntas promover uma sociedade livre de todas as formas de discriminação e assédio para garantir que todas as pessoas, em qualquer lugar, possam viver e trabalhar em segurança e com dignidade.

*Dra. Natalia Kanem, diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Acesse a Declaração (em inglês) e o pôster (em inglês) da ONU, que defende a igualdade e a não discriminação dos funcionários LGBTI no sistema das Nações Unidas e em suas operações de manutenção da paz.