ARTIGO: Contagem regressiva – 100 dias para o Dia Internacional da Paz

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A 100 dias do Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que, além do silêncio das armas, é necessário combater a discriminação e defender os direitos humanos de todos.

Em artigo, ele pede proteção a refugiados e migrantes e que o medo seja substituído pela bondade.

Cinquenta crianças refugiadas e mais de 20 atores e atrizes brasileiros participaram de ato pela paz, no Rio de Janeiro. Foto: Arquivo: UNIC Rio/Pedro Andrade

Cinquenta crianças refugiadas e mais de 20 atores e atrizes brasileiros participaram de ato pela paz, no Rio de Janeiro. Foto: Arquivo – UNIC Rio/Pedro Andrade

A 100 dias do Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que, além do silêncio das armas, é necessário combater a discriminação e defender os direitos humanos de todos. Em artigo, ele pede proteção a refugiados e migrantes e que o medo seja substituído pela bondade.

Confira a íntegra:

Assim que assumi minhas funções como secretário-geral em janeiro deste ano, meu primeiro ato foi fazer um apelo para a paz – um chamado a cidadãos, governos e líderes de todo o mundo para colocar a paz em primeiro lugar.

O Dia Internacional da Paz, observado todos os anos em 21 de setembro, incorpora nossa aspiração compartilhada para acabar com o sofrimento desnecessário causado pelo conflito armado. Oferece um momento para que as pessoas do mundo compreendam os laços que as unem, independente de seus países de origem. É o dia em que as Nações Unidas pedem um cessar-fogo de 24 horas, com a esperança de que um dia de paz leve a outro, depois a outro e, por fim, ao silêncio das armas.

Ainda assim, para alcançar a paz é necessário mais do que depor armas. A paz verdadeira inclui construção de pontes, combate a discriminação e defesa dos pelos direitos humanos de todas as pessoas do mundo.

O tema deste ano para o Dia Internacional da Paz é “Juntos pela paz: respeito, segurança e dignidade para todos”, focando em particular no sofrimento dos refugiados e migrantes ao redor do mundo. Nossa obrigação, enquanto comunidade internacional, é garantir que cada um forçado a deixar sua casa receba a proteção que deve sob a legislação internacional. Nossa obrigação como família humana é substituir o medo pela bondade.

Nos próximos 100 dias, lembremos que milhões de membros vulneráveis da nossa sociedade, muitos dos quais perderam tudo, precisam da nossa compreensão e assistência. Vamos traçar estratégias juntos sobre o que podemos fazer para ajudá-los. Vamos reconhecer que há muitas maneiras que eles podem contribuir e fortalecer as comunidades e países que os recebem. Vamos redobrar nossos esforços para atacar as causas dos conflitos e avançar no nosso trabalho pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aumentando nossa ênfase na prevenção da violência em primeiro lugar.

Ao abrir nossos corações, juntar nossas mãos e alcançar refugiados e migrantes, podemos avançar para alcançar paz, prosperidade e proteção para todos.


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