Argentina: ONU expressa preocupação com investigação sobre desaparecimento de Santiago Maldonado

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Mais de um mês após o desaparecimento do jovem Santiago Maldonado em Chubut (Argentina), no contexto de um protesto pela libertação do líder da comunidade mapuche de Cushamen, o Escritório Regional para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou preocupação com a falta de progresso nas investigações em andamento.

Protesto na Plaza de Mayo em 11 de agosto de 2017, em Buenos Aires, pedindo medidas para a localização de Santiago Maldonado. Foto: Canal Abierto/Wikipedia

Protesto na Plaza de Mayo em 11 de agosto de 2017, em Buenos Aires, pedindo medidas para a localização de Santiago Maldonado. Foto: Canal Abierto/Wikipedia

Mais de um mês após o desaparecimento do jovem Santiago Maldonado em Chubut (Argentina), no contexto de um protesto pela libertação do líder da comunidade mapuche de Cushamen, o Escritório Regional para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou preocupação com a falta de progresso nas investigações em andamento.

Em comunicado nesta semana (5), o escritório da ONU instou as autoridades competentes a conduzir a investigação de acordo com as normas internacionais de direitos humanos, em particular a Convenção para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado.

Amerigo Incalcaterra, representante do ACNUDH para a América do Sul, destacou que “a Convenção estabelece parâmetros claros para a realização de uma investigação sobre esse tipo de evento. Especialmente quando há possíveis indícios da participação da força pública”.

O ACNUDH reiterou na nota sua “disposição de colaborar e fornecer assessoria técnica com a qual a família e o governo argentino concordaram em 29 de agosto”. Para progredir no tema, o representante regional realizou reuniões em Buenos Aires no dia 31 de agosto e 1 de setembro, lembrou a nota.

No dia 7 de agosto, o Comitê das Nações Unidas contra Desaparecimentos Forçados exigiu que o Estado tome “todas as medidas urgentes necessárias para buscá-lo e localizá-lo”.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada ao sistema de direitos humanos das Américas, também concedeu uma medida preventiva em 23 de agosto para proteger os direitos de Santiago Maldonado e solicitou ao governo que fornecesse informações sobre as ações tomadas para investigar os eventos.


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