Argentina fecha 2017 com recorde de refugiados sírios acolhidos

A Argentina é o novo lar de cinco famílias sírias, que chegaram ao país em 12 de dezembro. A nação sul-americana mantém um programa que, de 2014 até novembro último, já reassentou 318 pessoas deslocadas pela guerra na Síria. Apenas em 2017, foram 155 refugiados do conflito acolhidos. Com os recém-chegados, número chegou a 173, o maior já contabilizado para o período de um ano.

Famílias refugiadas sírias chegam à Argentina e são recebidas por profissionais do ACNUR e da OIM. Foto: ACNUR/Diego Delpino

Famílias refugiadas sírias chegam à Argentina e são recebidas por profissionais do ACNUR e da OIM. Foto: ACNUR/Diego Delpino

A Argentina é o novo lar de cinco famílias sírias, que chegaram ao país em 12 de dezembro. A nação sul-americana mantém um programa que, de 2014 até novembro último, já reassentou 318 pessoas deslocadas pela guerra na Síria. Apenas em 2017, foram 155 refugiados do conflito acolhidos. Com os recém-chegados, número chegou a 173, o maior já contabilizado para o período de um ano.

Em setembro de 2016, durante a Conferência da ONU sobre Refugiados e Migrantes, a Argentina expressou a vontade de acolher 3 mil cidadãos sírios ao longo dos próximos anos. Em meados de 2017, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) começaram a apoiar os esforços do país de acolhimento para reassentar novos refugiados.

Implementado desde 2014, o “Programa Especial de Visto Humanitário para Estrangeiros afetados pelo conflito na República Árabe da Síria” — resumidamente conhecido como Programa Síria — tem garantido novas oportunidades para pessoas que fogem da guerra e buscam reconstruir suas vidas em segurança. A OIM e o ACNUR auxiliam o governo argentino nas etapas de identificação, transporte, recepção e integração das famílias ao novo país.

Além da assessoria técnica e do apoio financeiro das agências da ONU, a Argentina também recebe ajuda de voluntários que assumem o compromisso de garantir alojamento para os refugiados. O objetivo é mobilizar a população das comunidades onde os sírios passarão a viver.

Com isso, argentinos acompanham e facilitam o processo de integração dos estrangeiros, até que os sírios se tornem autossuficientes. A iniciativa tem duração de 12 meses, mas pode ter um prazo menor no caso de os beneficiários que já tenham meios suficientes para se sustentar. Os participantes podem ser pessoas físicas, organizações da sociedade civil ou até mesmo instituições do Estado, como a província de San Luis, que decidiu receber as cinco novas famílias sírias neste mês.

Segundo o ACNUR, nos próximos meses, outras famílias sírias deverão ser reassentadas em território argentino — na cidade e província de Buenos Aires, Córdoba, La Rioja, Mendoza, San Luis e Santiago del Estero.