Após reunião com Irã, UNESCO diz que mundo precisa proteger sítios históricos

A escalada da tensão no Oriente Médio e a importância da preservação de sítios históricos e culturais foram tema de um encontro do embaixador do Irã com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay.

A reunião ocorreu dois dias depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que 52 alvos iranianos poderiam ser atacados em caso de retaliação à morte do líder militar máximo do país, Qasem Soleimani.

A chefe da UNESCO mencionou os termos da Resolução do Conselho de Segurança 2347, adotada por unanimidade, que condena atos de destruição de patrimônios culturais.

Paisagem Arqueológica na Região de Fars, no Irã, listada como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2018. Foto: ICHHTO / B. Sedighi

A escalada da tensão no Oriente Médio e a importância da preservação de sítios históricos e culturais foram tema de um encontro do embaixador do Irã com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay.

A agência da ONU, com sede em Paris, recebeu a visita do representante iraniano junto à UNESCO, Ahmad Jalali, nesta segunda-feira (6). Em nota, Azoulay destacou a universalidade de patrimônios culturais e naturais como vetores para a paz e o diálogo entre os povos.

A reunião ocorreu dias após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre 52 alvos do Irã que poderiam ser alvejados em caso de retaliação à morte do líder militar máximo do país, Qasem Soleimani.

O general iraniano foi morto num ataque norte-americano ao aeroporto de Bagdá, na semana passada.

Em nota, divulgada após o encontro, a diretora-geral da UNESCO relembrou a Convenção para Proteção de Propriedade Cultural em Caso de Conflito Armado, que data de 1972.

Ela também citou a Convenção para Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Com base nos dois documentos, Azoulay ressaltou que os mesmos foram ratificados pelos Estados Unidos e pelo Irã.

A Convenção, de 1972, estipula entre outros pontos que cada Estado “responsabiliza-se por não tomar medidas deliberadas que possam danificar diretamente ou indiretamente a herança natural e cultural (…) situada em territórios que são parte da Convenção”.

A chefe da UNESCO também mencionou os termos da Resolução do Conselho de Segurança 2347, adotada por unanimidade, que condena atos de destruição de patrimônios culturais.

Para ela, os patrimônios culturais e naturais são vetores para paz e diálogo entre os povos. E a comunidade internacional tem o dever de protegê-los e preservá-los para as futuras gerações.