Após renúncia de relatora, Comissão sobre o conflito na Síria garante continuar com investigações

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Carla Del Ponte renunciou ao posto de relatora da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria, alegando que faltava apoio político ao organismo. Em nota, o grupo presidido pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro afirmou que o trabalho de averiguação e apoio à justiça, desenvolvido pela entidade desde 2011, vai continuar.

Ex-relatora Carla Del Ponte participava de inquéritos independentes sobre a situação dos direitos humanos na Síria. Foto: ONU

Ex-relatora Carla Del Ponte participava de inquéritos independentes sobre a situação dos direitos humanos na Síria. Foto: ONU

No último domingo (6), Carla Del Ponte renunciou ao posto de relatora da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria, que investiga violações de direitos humanos no conflito. Em comunicado emitido após o anúncio formal da especialista, o grupo, presidido pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que o trabalho de averiguação e apoio à justiça, desenvolvido pelo organismo desde 2011, vai continuar.

De acordo com o comunicado, Del Ponte já havia avisado aos outros relatores sobre sua saída em meados de junho. Segundo agências de notícias, a renúncia seria motivada pelo que a especialista alegou como falta de apoio político ao trabalho do grupo.

Pinheiro e a relatora remanescente, Karen AbuZayd, agradeceram a Del Ponte por todo o trabalho durante mais de cinco anos e por seu esforço pessoal no apoio à justiça. Os dois relatores que permanecem na Comissão afirmaram que o organismo deve continuar a investigar os crimes cometidos no conflito, identificando os autores a fim de garantir que eles sejam levados responsabilizados.

A Comissão, que já denunciou o uso de armas químicas e os assassinatos da minoria yazidi, disse que tem por obrigação persistir em sua tarefa, “em nome de inúmeras vítimas das piores violações de direitos humanos e de crimes internacionais já vivenciados pela humanidade”.


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