Após primeiro caso de microcefalia, OMS dará apoio a Cabo Verde na resposta ao vírus zika

Primeiro caso de microcefalia foi notificado no dia 15 de março. País relatou até o momento 7.490 casos suspeito de zika, notificados entre outubro de 2015 e março de 2016. A pedido do governo, Organização Mundial da Saúde dará apoio laboratorial, de pesquisa e de comunicação, entre outros.

Vista aérea de Praia, a capital de Cabo Verde. Foto: Dave Trainer/Wikipédia

Vista aérea de Praia, a capital de Cabo Verde. Foto: Dave Trainer/Wikipédia

Em resposta a um pedido do Ministério da Saúde em Cabo Verde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou no último dia 18 de março que está enviando uma equipe para o país insular da África Ocidental. Participarão também da equipe especialistas regionais da agência da ONU e do Instituto Pasteur, de Dacar (Senegal).

Embora o número de casos de zika em Cabo Verde esteja em declínio, o ministro da Saúde anunciou no dia 15 de março o primeiro caso de microcefalia. As investigações estão em andamento para determinar se este caso está ligado a surto de vírus zika em Cabo Verde.

Entre os 7.490 casos suspeitos de vírus zika notificados entre 21 de outubro de 2015 e 6 de março de 2016, 165 envolvem as mulheres grávidas. Destas, 44 mulheres já tiverem seus bebes, sem quaisquer complicações ou anormalidades. Entre 29 de fevereiro e 6 de março de 2016, 33 casos suspeitos de zika foram registrados em duas ilhas de Cabo Verde: na ilha de Santiago e no município de São Filipe (ilha do Fogo).

Não houve nenhuma circulação do vírus zika nas ilhas do Sal, São Vicente, Santo Antão, São Nicolau e Brava. Além disso, não houve casos relatados nas ilhas de Boa Vista e Maio desde meados de fevereiro.

A equipe inclui epidemiologistas, especialistas de laboratório, especialistas em saúde materna e pessoal de comunicação que irá colaborar com o Ministério da Saúde para avaliar o caso relatado de microcefalia e obter uma melhor compreensão da dinâmica da epidemia e seu impacto. A equipe também irá identificar possíveis lacunas remanescentes e apoiar a resposta e as pesquisas científicas.

O trabalho já em andamento das autoridades de saúde do país serão a base para a equipe da OMS. O primeiro grupo partiu para Cabo Verde no dia 17 de março para fornecer suporte técnico de laboratório, incluindo mais investigações laboratoriais e melhorar a capacidade de diagnóstico de laboratório.

Outros membros da equipe analisarão dados de vigilância e sistemas de rastreamento do vírus zika e suas complicações, avaliar e documentar processos de controle do vetor, revisar intervenções para gerir a gravidez no contexto do vírus zika, além de apoiar as campanhas públicas de sensibilização sobre o tema.

A OMS também está apoiando o Ministério da Saúde na implementação das diretrizes da Organização para a gestão de gravidezes de mulheres infectadas com zika, garantindo que as decisões das mulheres sejam baseadas na melhor informação possível sobre os riscos para o feto.