Após incêndio, esforços da ONU contra o ebola voltam à sua ‘capacidade total’ em Guiné

Apesar dos avanços no controle da doença, a OMS divulgou que quase 20 mil pessoas já haviam sido infectadas, com 7.588 mortes relatadas.

Contenção do incêndio de 18 de dezembro de 2014 em um armazém na principal base logística humanitária em Conacri, Guiné. Foto: UNMEER/Sandra Miller

Contenção do incêndio de 18 de dezembro de 2014 em um armazém na principal base logística humanitária em Conacri, Guiné. Foto: UNMEER/Sandra Miller

A Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER) informou que o principal centro logístico das Nações Unidas em Guiné, gerido pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), está “totalmente operacional”, apesar do incêndio que ocorreu no local na semana passada, ameaçando medicamentos e materiais de laboratório utilizados na luta contra o ebola.

O incêndio do armazém foi descoberto em torno das 8 da manhã (hora local) do dia 18 de dezembro, quando os trabalhadores chegaram à principal base logística humanitária do aeroporto e da cidade de Conacri, capital da Guiné – um dos três países mais afetados pela ebola, localizado na África Ocidental.

“O PMA tem assegurado aos parceiros que, apesar do incêndio na semana passada, o principal centro logístico de Conacri está operando em sua plena capacidade”, afirmou a UNMEER no seu mais recente relatório sobre a situação do surto de ebola.

De acordo com a atualização mais recente sobre a crise, divulgado na quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 19.497 pessoas já foram afetadas pelo ebola, com 7.588 mortes relatadas, incluindo 666 profissionais de saúde. Entre os profissionais, 366 morreram.

Além disso, a OMS observou que os casos relatados foram flutuantes na Guiné e diminuíram na Libéria. Ainda segundo a agência de saúde da ONU, há “sinais” de que o aumento na incidência havia abrandado em Serra Leoa, embora o oeste do país estava enfrentando a mais intensa transmissão entre todos os países afetados.