Após fim dos distúrbios, agências da ONU retomam trabalho em cidade do Haiti

A cidade haitiana de Cap Haitien está calma depois de vários dias de distúrbios ligados ao surto de cólera neste país caribenho. Duas agências das Nações Unidas retomaram suas operações de socorro na cidade, relatou nesta segunda-feira (22) o braço humanitário da Organização.

A cidade haitiana de Cap Haitien está calma depois de vários dias de distúrbios ligados ao surto de cólera neste país caribenho. Duas agências das Nações Unidas retomaram suas operações de socorro na cidade, relatou nesta segunda-feira (22) o braço humanitário da Organização.

Distúrbios em Cap Haitien e em outras áreas tiveram início na semana passada, prejudicando os esforços para responder ao surto de cólera que já fez cerca de 20 mil doentes e causou a morte de mais de 1.100 pessoas ao longo do mês passado. Agências da ONU apelaram para o fim de protestos violentos, dizendo que eles estavam minando a resposta ao surto.

Em Saint Marc, Haiti, um homem anda por campo irrigado com água do Rio Artibonite, fonte de contaminação de um recente surto de cólera na região. Foto: ONU/Sophia Paris.

Em Saint Marc, Haiti, um homem anda por campo irrigado com água do Rio Artibonite, fonte de contaminação de um recente surto de cólera na região. Foto: ONU/Sophia Paris.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) puderam retomar, desde o fim de semana, voos para Cap Haitien para distribuir suprimentos de emergência, afirmou o Escritório das Nações para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

A Subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, viajou nesta terça-feira (23) para o Haiti para analisar a resposta humanitária ao surto de cólera. Amos, que também é Coordenadora de Socorro de Emergência da ONU, se reunirá com o governo e com funcionários da ONU, bem como representantes de organizações não-governamentais, durante a visita de dois dias.

No sábado, funcionários da ONU no Haiti expressaram preocupação com a lentidão da resposta a um apelo lançado 10 dias atrás solicitando US$ 164 milhões para conter a disseminação do surto de cólera.

“Ao mesmo tempo em que estamos agradecidos pelas contribuições recebidas até agora, tanto em dinheiro e quanto em espécie, só temos menos de 10% do que necessitamos”, disse o Coordenador Humanitário da ONU no país, Nigel Fisher.

“Suprimentos críticos e profissionais são urgentemente necessários. Precisamos de médicos, enfermeiros, sistemas de purificação de água, pastilhas de cloro, sabão, sais de reidratação oral, tendas para os centros de tratamento de cólera e uma série de outros suprimentos”, acrescentou.