Após eleições no Haiti, Ban pede diplomacia para evitar violência

“Peço a todas as partes envolvidas, em especial os candidatos à presidência e os líderes de partidos políticos, que rejeitem e desencorajem qualquer forma de violência e de intimidação, e coloquem o interesse nacional acima de qualquer outra consideração”, apelou em comunicado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que aprovou a realização das eleições no Haiti no último domingo (20).

Agentes da Polícia Nacional do Haiti escoltando os eleitores na saída do centro de votação na capital Porto Príncipe, no dia 20 de novembro. Foto: MINUSTAH / Logan Abassi

Agentes da Polícia Nacional do Haiti escoltando os eleitores na saída do centro de votação na capital Porto Príncipe, no dia 20 de novembro. Foto: MINUSTAH / Logan Abassi

Aprovando a realização das eleições no Haiti em 20 de novembro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na segunda-feira (21) a todas as partes envolvidas que mostrem diplomacia neste momento crítico do país. Segundo o chefe das Nações Unidas, o processo eleitoral é fundamental para acabar com o atual vácuo de governança na ilha caribenha.

“Parabenizo o povo do Haiti por ter pacificamente expressado o seu direito democrático de votar, bem como as instituições haitianas, tais como o Conselho Provisório Eleitoral e a Polícia Nacional, pela liderança e pelo profissionalismo demonstrados durante as eleições”, disse Ban em comunicado emitido por seu porta-voz.

O secretário-geral também reconheceu o importante papel dos organismos do Haiti que garantiram um ambiente propício para a realização do pleito.

“Peço a todas as partes envolvidas, em especial aos candidatos à presidência e aos líderes de partidos políticos, que rejeitem e desencorajem qualquer forma de violência e de intimidação, e coloquem o interesse nacional acima de qualquer outra consideração. Peço a todos os atores políticos que aguardem os resultados anunciados pelo Conselho Provisório Eleitoral e que só usem canais legais para eventuais questionamentos”, acrescentou.

Ban reafirmou ainda o compromisso das Nações Unidas em apoiar o povo haitiano no cumprimento das suas aspirações democráticas.

No dia 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana após o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.

Privert atuou como presidente interino por 120 dias, e uma eleição estava agendada para 24 de abril, na sequência de um acordo — conhecido como o Acordo de 5 de Fevereiro — entre as partes interessadas do Haiti para preservar a continuidade institucional e aprofundar o processo eleitoral. Com a chegada do furacão Matthew ao país, as eleições foram novamente postergadas, o que atrasou ainda mais a escolha de um novo chefe de Estado.