Após desastre da Malaysia Airlines, agência da ONU pesquisará melhor modelo de rastreamento

Modelo atual, conhecido como “caixa preta”, está em uso há cerca de 50 anos. Agência de telecomunicações das Nações Unidas trabalhará com indústria para desenvolver um sistema superior.

Operação de busca pelos destroços do voo 370 da Malaysia Airlines. Foto: Logistics Specialist 2nd Class Karmowska-Brooks/Creative Commons

Operação de busca pelos destroços do voo 370 da Malaysia Airlines. Foto: Logistics Specialist 2nd Class Karmowska-Brooks/Creative Commons

Em resposta ao desastre aéreo do voo 370 da Malaysia Airlines, o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, declarou nesta terça-feira (1) que a agência se compromete a realizar pesquisas por um novo sistema de comunicações de voo em tempo real – atualizando o modelo “caixa preta”, em uso há quase cinco décadas.

“Devemos assegurar que uma aeronave possa ser rastreada em tempo real a fim de que incidentes como este não voltem a acontecer”, disse Touré, durante conferência em Dubai. “A UIT se compromete a trabalhar com novos modelos baseados em ‘big data’ e nos mais modernos processos de computação em nuvem.”

Uma operação de busca multinacional segue à procura da aeronave do voo 370, que desapareceu no dia 8 de março com 239 passageiros. Os times de busca estão trabalhando com o governo malásio para encontrar a chamada “caixa preta” – instrumento de gravação de dados padrão no transporte aéreo desde a década de 60 – do avião antes que suas baterias acabem, comprometendo dados cruciais para a compreensão do acidente.

Sobre a defasagem do modelo, o chefe da UIT completou: “Eu peço à UIT para que trabalhe com a indústria por uma maneira mais eficiente de se monitorar o que acontece em um avião. Esta simples mudança, creio, teria feito toda a diferença no desfecho deste incidente.”