Após ataque mortal, especialista da ONU pede mais segurança para deslocados internos no Paquistão

Dez civis e um trabalhador humanitário foram mortos e muitos outros ficaram feridos com a explosão de um carro-bomba dentro de um campo próximo à fronteira com o Afeganistão.

Deslocados internos se registram no campo de Jalozai, no Paquistão. Foto: IRIN/Tim Irvin

Deslocados internos se registram no campo de Jalozai, no Paquistão. Foto: IRIN/Tim Irvin

Campos humanitários para as pessoas deslocadas internamente devem proporcionar ambientes seguros para aqueles que vivem e trabalham lá, afirmou esta semana um especialista independente das Nações Unidas, após um recente ataque no campo de Jalozai, no Paquistão.

Em um comunicado de imprensa divulgado na quinta-feira (28), o Relator Especial sobre os direitos humanos dos deslocados internos, Chaloka Beyani, ressaltou que a morte de inocentes era “inaceitável”.

“Os ataques indiscriminados são desumanos e proibidos sob a lei humanitária internacional”, disse Beyani ao oferecer suas “sinceras condolências às famílias das vítimas”.

“A natureza humanitária de um campo de deslocados deve ser mantida, e as modalidades de segurança adequadas devem ser urgentemente implementadas para proteger os deslocados e permitir um ambiente de trabalho seguro para as agências humanitárias”, acrescentou.

De acordo com relatos fornecidos pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), 10 civis e um trabalhador humanitário foram mortos e muitos outros ficaram feridos quando um carro-bomba explodiu no campo de Jalozai, distrito de Nowshera, na província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, no último 21 de março.

O acampamento fica em uma região particularmente volátil do país, não muito longe da fronteira com o Afeganistão.