Apesar de progressos, combate ao ebola deve manter vigilância contínua na Libéria

O momento de aparente controle da doença é o mais perigoso, porque as pessoas tendem a abrandar cuidados de proteção. OMS registra 17.145 casos de contaminação – dos quais 6.070 levaram à morte.

Profissionais de saúde que participam de combate ao ebola em Serra Leoa. Foto: UNICEF/John James.

O enviado especial das Nações Unidas para o ebola, David Nabarro, elogiou nesta quarta-feira (04) os progressos de combate ao vírus já obtidos na Libéria até agora. No entanto, alertou que o momento de aparente controle da doença é o mais perigoso, porque as pessoas tendem a abrandar seus cuidados de proteção contra a epidemia.

Nabarro ressaltou que a vigilância contínua é essencial para que o controle da doença não seja prejudicado e a situação não retorne à gravidade registrada entre agosto e setembro deste ano. Para isso, o financiamento e o comprometimento com a luta contra o ebola devem ser mantidos até que o último caso seja tratado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou seus registros sobre o surto da doença, que mostraram 17.145 casos relatados – dos quais 6.070 levaram à morte. O número de casos apresentaram ligeiro crescimento em Guiné e podem estar aumentando em Serra Leoa. Enquanto isso, a epidemia encontra-se estável ou em declínio na Libéria.