Apesar de avanços, progresso dos ODMs na América Latina e Caribe ainda é lento

América Latina e Caribe alcançam algumas metas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Há avanços no combate à fome, na sobrevivência de crianças e na igualdade de gênero, mas progresso é lento no combate à pobreza, educação, saúde materna, HIV e desmatamento, diz Relatório da ONU.

Apesar de avanços, progresso dos ODMs na América Latina e Caribe ainda é lento

América Latina e Caribe alcançam algumas metas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Há avanços no combate à fome, na sobrevivência de crianças e na igualdade de gênero, mas progresso é lento no combate à pobreza, educação, saúde materna, HIV e desmatamento, diz Relatório da ONU.

Cidade do México, 07 de julho de 2011 – América Latina e Caribe cumpriram as metas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) relacionadas à redução da fome, e estão bem encaminhados na implementação dos ODMs de sobrevivência das crianças e da igualdade de gênero. O progresso não foi tão notável em outras áreas – incluindo a redução da pobreza, educação e outras metas relacionadas à saúde e à sustentabilidade ambiental, afirma um relatório da ONU.

O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2011, lançado hoje pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em Genebra, aponta progressos desiguais na direção da implementação dos ODMs na América Latina e no Caribe.

O Relatório dos ODMs 2011 diz que a América Latina e o Caribe alcançaram a meta de reduzir pela metade a proporção de crianças subnutridas, com a proporção de crianças desnutridas com idade inferior a cinco anos diminuindo de 10%, em 1990, para 4%, em 2009.

A taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos na América Latina e no Caribe diminuiu significativamente, de 52% em 1990 para 23% em 2009. Se essa tendência continuar, afirma o Relatório, a região irá cumprir a meta dos ODMs de uma redução de dois terços até 2015.

A América Latina e o Caribe também fizeram grandes avanços na igualdade de gênero, de acordo com o documento. A região cumpriu a meta dos ODMs de paridade de gênero na educação. O número de meninas matriculadas na educação secundária e terciária comparada com os meninos é o maior de todas as regiões em desenvolvimento. As mulheres participam em trabalhos remunerados quase tanto quanto homens, e a proporção de mulheres empregadas em trabalhos não agrícolas foi de 43% em 2009, a segunda maior em todas as regiões em desenvolvimento.

Desafios no Caribe

Em contraste, a região da América Latina e do Caribe não está no caminho para alcançar a meta de reduzir pela metade a pobreza extrema até 2015, basicamente porque, de acordo com os últimos dados disponíveis, a proporção de pessoas vivendo com menos de 1,25 dólar por dia no Caribe diminuiu de 29% para 26% entre 1990 e 2005.

A região também pode não cumprir o objetivo de oferecer educação primária universal até 2015. A matrícula na escola primária aumentou ligeiramente, de 93% em 1999 para 95% por cento em 2009.

Na saúde, o Caribe tem a segunda maior taxa de novas infecções de HIV entre todas as regiões em desenvolvimento. Mas, numa observação positiva, a proporção de pessoas vivendo com HIV e recebendo tratamento antirretroviral no Caribe saltou de 5% para 38% entre 2004 e 2009, e a proporção de mulheres recebendo drogas antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV de mães para crianças aumentou de 20% para 55%.

De acordo com o Relatório, a mortalidade materna no Caribe ainda estava alta, com 170 mortes de mães a cada 100 mil nascimentos em 2008, e apenas 69% dos partos foram realizados por profissionais de saúde qualificados. E a América Latina teve a segunda maior taxa de gravidez na adolescência de todas as regiões em desenvolvimento – 82% dos nascimentos a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos em 2008.

Acesso a água, mas não a banheiros; grandes perdas florestais

Enquanto a América Latina e o Caribe cumpriram a meta de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso à água potável, a região está longe de alcançar a meta similar de saneamento, diz o Relatório, e a lacuna entre as áreas rural e urbana permanece assustadora. Um residente urbano teve quase duas vezes mais probabilidade de usar um banheiro ou uma privada do que um residente rural em 2008, revela o documento.

Sobre a sustentabilidade ambiental, a América do Sul continua mostrando a maior perda líquida de florestas entre todas as regiões, com pouco menos de 4 milhões de hectares por ano durante o período de 2000 a 2010, apesar do fato de que o desmatamento está diminuindo em nível global.

O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é uma avaliação dos progressos regionais na direção dos Objetivos, e reflete os dados mais abrangentes, atualizado e reunidos por mais de 25 agências internacionais da ONU. Ele é produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU. Um conjunto completo de dados usado para preparar o relatório está disponível em http://mdgs.un.org.

O lançamento regional do Relatório será feito na cidade do México em uma conferência de imprensa às 13h00 (horário de Brasília) que poderá ser acompanhada ao vivo por webcast no site http://www.cinu.mx/

Para mais informações, materiais de imprensa e lista de contatos de mídia interagenciais, veja www.un.org/millenniumgoals.

Contatos da imprensa

Em Genebra
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